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Segunda, 20 Mai 2019 11:11

Ausência de camisa 9 de ofício incomoda Sampaoli em meio a primeira 'crise'

Desde que chegou ao Brasil, o treinador nunca havia sido apontado como culpado por uma derrota do time, mas o treinador não escapou das críticas após a goleada sofrida por 4 a 0 para o Palmeiras
Além do fator cultural do Brasil, o que mais incomoda o treinador é a falta de um camisa 9 de ofício no elenco santista Além do fator cultural do Brasil, o que mais incomoda o treinador é a falta de um camisa 9 de ofício no elenco santista Ivan Storti/Santos FC
Por Folhapress
De Santos

O técnico Jorge Sampaoli encara pela primeira vez um princípio de crise no Santos. Desde que chegou ao Brasil, o argentino nunca havia sido apontado como culpado por uma derrota do time, mas o treinador não escapou das críticas após a goleada sofrida por 4 a 0 para o Palmeiras.

O constante rodízio implantado pelo treinador se tornou o principal motivo de questionamento. Baseado nele, o argentino deixou atletas importantes como Victor Ferraz, Jorge e Rodrygo no banco de reservas no clássico. Após a derrota Sampaoli disparou contra a cultura do Brasil.

"Aqui, depois de cada jogo se sabe o culpado. Treinador de um banco ou de outro. Me tocou a mim hoje, outro jogo ao outro. Responsável é sempre o técnico. Difícil que alguém possa ser aceito sem êxito", disse em entrevista coletiva.

Logo quando chegou ao país, em sua apresentação, o treinador que foi campeão da Copa Sul-Americana com a La U, do Chile, e venceu a Copa América com a seleção chilena, já deu demonstrações de que conhecia as dificuldades de trabalhar no país, mas lembrou que tal pressão não é exclusividade brasileira.

"É um problema geral, não só no Brasil (pressão sobre técnico). O que me resta como treinador é ganhar para manter o cargo. Os anos de contrato muitas vezes são algo apenas necessário (para assinar), mas poucas vezes pode-se cumprir. Técnico é visto como responsável total pelas crises. Tenho que tratar que a ideia futebolística gere a assimilação para ganhar o mais rápido possível. Se demora, vai faltar a crença sobre a ideia e tudo vai piorar. O que resta é ganhar", explicou na época e fez valer com um início arrasador pelo time santista.

Além do fator cultural do Brasil, o que mais incomoda o treinador é a falta de um camisa 9 de ofício no elenco santista. No clássico contra o Palmeiras, Sampaoli não pôde contar com Eduardo Sasha, que sentiu dores na coxa esquerda momentos antes do duelo.

A ausência de Sasha, ao lado da de Rodrygo, obrigou o argentino a mudar o esquema tático do Peixe de última hora. Sem outra opção de sua confiança para a posição de centroavante, Sampaoli preferiu escalar a equipe sem um atleta como referência de ataque.

Nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro, Sasha foi um dos principais nomes do ataque santista, anotando gols diante do Grêmio e do Fluminense. O atacante precisou vencer o preconceito de Sampaoli para voltar a atuar com a camisa do Peixe e acabou se tornando peça importante.

O camisa 27 será reavaliado durante a semana e, neste momento, é dúvida para o próximo duelo do Peixe, contra o Internacional, neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. Caso não tenha Sasha à disposição, Sampaoli pode acabar dando uma chance para o jovem Kaio Jorge, de apenas 17 anos, tratado como uma das principais joias do Santos. Outros nomes, como Felippe Cardoso e Yuri Alberto (também Menino da Vila), pareceram não agradar.

Os números, no entanto, ainda dão respaldo ao torcedor santista. O Santos tem seu melhor início de Campeonato Brasileiro desde 2006, quando anotou 13 pontos nas cinco primeiras rodadas. De lá pra cá, o clube da Vila Belmiro só superou a marca dos sete pontos (cerca de 50% de aproveitamento) após cinco rodadas em duas oportunidades. Hoje, a equipe tem dez sob o comando do argentino.

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