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Segunda, 04 Novembro 2019 12:50

McLaren confirma rompimento com Petrobras às vésperas do GP do Brasil

O logo da petroleira não estará mais nos carros, macacões e capacetes dos pilotos justamente a partir do GP do Brasil, que é a próxima etapa do campeonato
A parceria entre a Petrobras e a McLaren começou no final de 2017 e a duração prevista era até o final de 2023 A parceria entre a Petrobras e a McLaren começou no final de 2017 e a duração prevista era até o final de 2023 Reprodução/Instagram/McLaren
Por Folhapress

A McLaren anunciou nesta segunda-feira (4) o rompimento do contrato de patrocínio e desenvolvimento de óleos e combustíveis com a Petrobras. Com isso, o logo da petroleira não estará mais nos carros, macacões e capacetes dos pilotos justamente a partir do GP do Brasil, que é a próxima etapa do campeonato.

O UOL Esporte apurou que o time vai continuar usando, contudo, o óleo de transmissão brasileiro até a última etapa, em Abu Dhabi, no final de novembro. Isso, porque a McLaren julga que seria um risco desnecessário mudar o produto, que vem sendo usado desde o final do ano passado, com apenas duas corridas para o fim.

A parceria entre a Petrobras e a McLaren começou no final de 2017 e a duração prevista era até o final de 2023. Nesse meio tempo, o investimento seria de 10 a 11,5 milhões de libras (de 51,5 e 59,2 milhões de reais) - o valor é corrigido anualmente pela inflação- anuais em publicidade, além do investimento no desenvolvimento de combustível e óleos lubrificantes.

A Petrobras chegou a produzir um combustível, mas a McLaren optou por não utilizá-lo. Os combustíveis hoje têm grande importância na Fórmula 1, pois se tornaram um diferencial de performance para as diferentes unidades de potência presentes na categoria.

De acordo com os dados do governo, o investimento total do projeto seria de 163 milhões de libras (aproximadamente 839 milhões de reais). Porém, ao contrário do que foi divulgado, tal cifra não seria apenas destinada ao patrocínio em si. Considerando o valor de pouco mais de 10 milhões por ano e o período de 2017 a 2023, o investimento em tecnologia previsto representaria 60% do total.

O UOL Esporte apurou que o governo trabalhava, desde o início do ano, para romper esse contrato, ainda que a McLaren só tenha sido notificada três meses mais tarde. O rompimento do contrato significa que a Petrobras pagou uma multa rescisória classificada como "substancial" pelo time britânico.

A equipe assegurou ainda que a permanência do piloto de desenvolvimento, Sergio Sette Camara, no time não está associada à presença ou não da Petrobras. O mineiro, que está atualmente na Fórmula 2, será avaliado de acordo com suas performances para que a equipe decida se renova ou não seu contrato para o ano que vem.

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