André ‘Pseudo’ fala sobre bastidores do sucesso da TNT Sports Brasil

Produtor de programas como 'De Sola a Dez e De Zero a Dez', ele ainda opinou sobre Zubeldía e futebol europeu

André Salgado, conhecido como 'Pseudo', é o produtor da TNT Sports Brasil, responsável por sucessos como 'De Sola a Dez' e 'De Zero a Dez', além do 'Fred e Bechler'

André Salgado, conhecido como 'Pseudo', é o produtor da TNT Sports Brasil, responsável por sucessos como 'De Sola a Dez' e 'De Zero a Dez', além do 'Fred e Bechler' | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

André Salgado, conhecido como “Pseudo”, é o produtor da TNT Sports Brasil, responsável por sucessos como “De Sola a Dez” e “De Zero a Dez”, além do “Fred e Bechler”.

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Ele participou do podcast G+ Esportes, na redação da Gazeta de S.Paulo e contou bastidores dos programas, como eles são planejados e a ajuda do público no sucesso. Giovanna Kiill foi outra profissional da TNT a participar no podcast, em fevereiro deste ano.

Além disso, ele opinou sobre a atual situação sobre o técnico Luis Zubeldía no comando do São Paulo (seu time de coração) e falou sobre o futebol europeu, principalmente sobre o Liverpool.

Começo na TNT Sports Brasil

À época com 18 anos e fã dos jornalistas esportivos, André tinha um perfil no Twitter que era dedicado aos profissionais da mídia futebolística brasileira.

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Ele contou que a jornalista Clara Albuquerque, atualmente correspondente da emissora em Paris, tinha o interesse de ingressar no mundo das lives na “Twitch”, e o jovem se prontificou a ajudá-la na produção.

Após o sucesso, ele ajudou a também repórter Monique Danello, até que ela informou que havia uma vaga para a mesma função na TNT Sports e foi então que tudo começou.

Inicialmente, ele produzia os programas do De Sola com Pedro Certezas, Casimiro Miguel e Luís Felipe Freitas, até o surgimento dos programas De Sola a Dez e De Zero a Dez, sucessos no YouTube muito queridos pelo público.

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Mesmo jovem, ele afirma que foi muito bem acolhido desde o início, sendo abraçado por todos os companheiros de empresa e podendo exercer sua profissão com confiança e liberdade.

Produção dos programas

Nas reuniões de pauta da empresa, os temas levados para discussão são, muitas vezes, os sugeridos pelo próprio público nos comentários e no Twitter.

Ele mencionou um episódio fatídico do tema “os maiores brasileiros da história da Libertadores”, em que a lista não contou com a participação do público e acabou com a ausência do Rafael Sóbis, um notável nome da competição.

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Desde então, todas as pautas passam por uma lista popular, para se certificar que nenhuma injustiça seja cometida, acabando com um grande nome de fora.

Após a decisão do tema na reunião de pauta, Pseudo faz um tweet pedindo para que os seguidores sugiram nomes que mereçam entrar no debate. Os melhores são selecionados e entram para o vídeo do ranqueamento de 0 a 10.

Episódios favoritos

Entre os sucessos do canal, André destacou um preferido de cada programa. No “De Sola a Dez”, o destaque ficou para os “momentos mais constrangedores da TV brasileira”, em que Jorge Iggor, Pedro Certezas, Vitor Sérgio Rodrigues e Walace Borges reagem e elencam os grandes acontecimentos cômicos de diferentes emissoras e épocas.

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Já no “De Zero a Dez”, com o tema mais sério e voltado ao esporte, ele considerou a eleição dos melhores Golden Boys (prêmio dado ao melhor jovem na Europa na temporada) como o programa que mais gostou de gravar.

Champions League e favoritos

Com a Uefa Champions League em reta final, sobraram apenas quatro equipes na disputa: Arsenal, Paris Saint-Germain, Barcelona e Inter de Milão. Questionado sobre os duelos, André palpitou: no confronto entre Arsenal e PSG, passará a equipe francesa.

Ele ressaltou que o Arsenal tem jogado muito bem, mas a confiança em Luis Enrique deve prevalecer para a classificação.

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Já no outro duelo, para ele, há mais equilíbrio:

“O outro confronto é perigoso porque a Inter é muito traiçoeira. A Inter foi um time que me surpreendeu, não dava tanta moral assim para eles, até porque na fase de grupos eles poupavam e tudo mais, mas eu continuo acreditando no Barcelona.”

Na eventual final entre PSG e Barcelona, ele considera que o grande campeão da Liga dos Campeões será o time de Raphinha, Yamal e cia.

Paixão pelo Liverpool e ordem dos grandes da Inglaterra

A paixão de André pelos Reds começou pouco após a chegada de Jurgen Klopp como técnico da equipe.

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Ele contou que estava afastado do futebol, por não conseguir jogar em alta qualidade e ser zombado pelos amigos, e, como é muito competitivo, havia decidido deixar o esporte de lado. Porém, um amigo seu, apaixonado pelo Liverpool, conseguiu repassar seu carinho pelo clube para ele, que acabou se apegando ao time inglês.

De lá para cá, a paixão permaneceu, acompanhando os jogos e sendo um torcedor da equipe, tendo até visitado o estádio e tirando foto nas instalações do clube.

O time é o virtual campeão inglês da atual temporada, sendo questão de tempo para que a equipe seja campeã também matematicamente.

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Isso ocorre na primeira temporada após a Era Klopp, estreia de Arne Slot, que derrapou na Champions, mas nadou de braçadas na Premier League.

Críticas ao Zubeldía e torcida pelo São Paulo

São-paulino de coração, André disse que sua torcida se deve ao Rogério Ceni, que o impressionava em sua infância, com gols e defesas espetaculares. Com o pai santista e a mãe corintiana, foi mesmo o ídolo Tricolor quem o influenciou, mesmo que indiretamente.

A aproximação com o clube, contudo, surgiu entre os anos de 2019 e 2020, com a passagem de Fernando Diniz pelo Morumbi. A equipe liderou o Campeonato Brasileiro em algumas rodadas, encantando os fãs brasileiros com um futebol ofensivo e de triangulações.

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Foi assim que Pseudo começou a acompanhar o clube ainda mais de perto e virar um torcedor mais participativo. Naquela ocasião, o desfecho do Tricolor virou um pesadelo, com um troféu “ganho” sendo perdido com uma reta final desastrosa, que acabou na demissão do técnico.

Ele ressaltou, contudo, que a seleção brasileira precisa “ser mais Diniz do que Guardiola”.

Quanto ao elenco atual, Pseudo foi crítico, apontando que as peças são boas, mas que Zubeldía não está extraindo o melhor de cada atleta. Chegou a classificar o diretor Carlos Belmonte como “amador”.

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Ainda afirmou que há uma “forçação de barra” para defender o trabalho do comandante argentino, que nos jogos grandes teria aplicado uma tática “covarde” de recuar e se defender contra o adversário, atuando “como se fosse a LDU”.

Para ele, Dorival Júnior seria a melhor escolha para o São Paulo, com Rogério Ceni como Plano B, mesmo empregado no Bahia.

Técnico da seleção

Com a paixão pelo Klopp já destacada anteriormente, rumores surgiram que ele poderia ser o novo treinador da seleção brasileira ou do Real Madrid.

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André afirmou que se sentiria um pouco triste caso o ex-Liverpool assumisse o time espanhol, mas que não seria uma traição tão grande como a do lateral-direito Alexander-Arnold, que está forçando uma saída para este mesmo clube.

Já caso optasse pela Canarinho, seria uma ótima opção para comandar o time pentacampeão. Segundo ele, todavia, a informação é de que ele está feliz com seu cargo na Red Bull.

Descartando ele, Guardiola e Ancelotti, nomes mais badalados, o produtor afirmou que o melhor nome seria o de Jorge Jesus, mesmo não sendo um grande fã do trabalho dele.

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WWE e recorde de John Cena

Por fim, o profissional ressaltou seu amor pela WWE, estilo de wrestling com lutas encenadas para o entretenimento do público, sendo o maior do mundo neste estilo.

Na Westlemania (maior evento da WWE) de 2025, um recorde foi quebrado: John Cena ultrapassou Ric Flair, chegou aos 17 títulos de campeão mundial.

Pseudo disse que jogava no PlayStation 2 o jogo da WWE, e chegou a ir à casa de um amigo que tinha parabólica para assistir no Esporte Interativo, atual TNT Sports, empresa em que trabalha.

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Ele classificou o John Cena como o maior lutador da história da modalidade, feito que, segundo André, já havia sido atingido antes mesmo do evento do último domingo (20/4).

“Antes do recorde já achava que ele era o maior de todos os tempos, antes dele sequer empatar com Ric Flair, que já tinha 16. Agora ele se torna o maior também em inúmeros, para acabar o debate”.