CBF repudia uso da camisa da seleção em atos ‘antidemocráticos e de vandalismo’

O texto destaca, ainda, que a camisa é um "símbolo da alegria do nosso povo". "É para torcer, vibrar e amar o país.

Decisão de retirar Ednaldo Rodrigues da CBF foi tomada atendendo a um pedido de ex-vices-presidentes da entidade que perderam seus cargos no âmbito do TAC de 2022

A CBF tem atuado para dissociar a camisa amarela dos movimentos políticos que tomaram o país nos últimos anos, especialmente durante o último ciclo eleitoral | Reprodução/Twitter

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota para repudiar o uso da camisa da seleção brasileira em “atos antidemocráticos e de vandalismo”, como os que foram vistos no domingo (8). Em Brasília, terroristas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal).
Muitos dos que invadiram a sede dos Três Poderes estavam usando o uniforme da equipe verde-amarela.

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“A CBF é uma entidade apartidária e democrática. Estimulamos que a camisa seja usada para unir, não para separar, os brasileiros”, escreveu a confederação. “A entidade repudia veementemente que a nossa camisa seja usada em atos antidemocráticos e de vandalismo.”

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O texto destaca, ainda, que a camisa é um “símbolo da alegria do nosso povo”. “É para torcer, vibrar e amar o país.”

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Desde as eleições gerais no Brasil, em outubro do ano passado, a CBF tem atuado para dissociar a camisa amarela dos movimentos políticos que tomaram o país nos últimos anos, especialmente durante o último ciclo eleitoral. Os apoiadores do agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) adotaram o uniforme da seleção como um símbolo.

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Às vésperas da Copa do Mundo no Qatar, a CBF divulgou campanhas publicitárias para destacar que o uniforme da seleção era um símbolo nacional, não de um grupo específico.

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“A camisa da seleção é de todos os brasileiros, não é desse ou daquele. É daqueles que fizeram a história do futebol brasileiro acima de tudo”, afirmou o presidente da confederação, Ednaldo Rodrigues.