Chamado de ‘monstro’ a ‘vagabundo’, Neymar coleciona críticas e debates sobre sua carreira e imagem; relembre

Declarações de dirigentes, técnicos e episódios polêmicos reforçam a divisão sobre a imagem do camisa 10

Neymar jogando pelo Santos

Enquanto parte da opinião pública enxerga Neymar como protagonista de sucessivas polêmicas e alvo constante de críticas, o lado de ações sociais ajuda a construir uma imagem completamente diferente fora das quatro linhas/Raul Baretta/Santos FC

As declarações do presidente do Remo, Antonio Carlos Teixeira, que chamou Neymar de “vagabundo” após a eliminação do clube para o Santos na Copa do Brasil, reacenderam um debate que acompanha o atacante há mais de uma década.

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Muito antes do episódio, técnicos, dirigentes e executivos do futebol já haviam questionado o comportamento do camisa 10 fora das quatro linhas.

Entre todas as críticas, uma das mais marcantes partiu de René Simões, que, em 2010, fez um alerta que atravessou gerações: “Estamos criando um monstro”.

Desde então, outras declarações reforçaram a imagem controversa do jogador e alimentaram a discussão sobre onde termina o gênio da bola e começa o personagem que divide opiniões.

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René sobre Neymar em 2010: “estamos criando um monstro’

Em setembro de 2010, quando Neymar ainda despontava como a principal promessa do futebol brasileiro, o então técnico René Simões, que comandava o Atlético-GO, fez uma declaração que atravessou os anos.

Após uma partida contra o Santos, René criticou o tratamento dado ao jovem atacante e afirmou que o futebol brasileiro contribuía para criar um ambiente sem limites ao redor do jogador.

“Estamos criando um monstro no futebol brasileiro.”

A frase rapidamente se tornou uma das mais lembradas da carreira de Neymar. Na época, o treinador argumentou que árbitros, dirigentes, imprensa e torcedores permitiam comportamentos que não aceitariam de outros atletas.

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Embora a declaração tenha provocado forte repercussão, René também reconheceu diversas vezes o talento extraordinário do atacante. Sua crítica, segundo explicou posteriormente, dizia respeito ao comportamento e não à qualidade técnica.

Presidente do Remo chama Neymar de ‘vagabundo’

Quase 16 anos depois, outra declaração ganhou enorme repercussão.

Após a eliminação do Remo para o Santos pela Copa do Brasil 2026, o presidente do clube paraense, Antonio Carlos Teixeira (Tonhão), atacou Neymar de forma contundente.

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O dirigente chamou o jogador de “vagabundo” e criticou sua postura durante e após a partida, que causou uma confusão na zona mista ao gritar “eliminados” para a comissão paraense.

“Esse vagabundo do Neymar, idolatrado por um monte de crianças, fez suas palhaçadas. Nós somos culpados de idolatrar um monte de vagabundos como esse.”

A declaração repercutiu nacionalmente e ampliou mais um capítulo das discussões envolvendo a imagem pública do camisa 10.

Outras críticas ao longo da carreira

As declarações de René Simões e do presidente do Remo representam apenas parte das críticas que Neymar recebeu ao longo da carreira.

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Em diferentes momentos, dirigentes também manifestaram insatisfação com o atacante.

Após a saída de Neymar, Nasser Al-Khelaïfi afirmou que o PSG buscava jogadores comprometidos e decretou o fim da era do “bling-bling”.

Embora não citasse Neymar diretamente em todas as ocasiões, a fala foi amplamente associada ao brasileiro e à política de estrelas do PSG.

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Quando comandava o Al-Hilal, Jorge Jesus afirmou que Neymar já não tinha condições de acompanhar a intensidade exigida pelo elenco.

A declaração ganhou repercussão e marcou o período conturbado do camisa 10 no futebol saudita, sendo realçada recentemente com a frase “tu, finish”.

Além dos dirigentes, executivos do futebol também questionaram o momento do atacante.

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O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, criticou sua convocação para a Seleção Brasileira e afirmou que Neymar “não consegue fazer dois jogos seguidos”, colocando em dúvida sua condição física.

Polêmicas com Craque Neto

Ao longo da carreira, Neymar também enfrentou críticas por contusões, festas em períodos de recuperação de lesões, conflitos com treinadores, discussões com dirigentes e episódios extracampo que frequentemente ganharam destaque na imprensa, em especial com o Craque Neto, da Band.

Ao mesmo tempo, o atacante manteve números expressivos dentro das quatro linhas, tornou-se o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira e consolidou uma das carreiras mais vitoriosas do futebol nacional neste século.

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Herói ou vilão?

Curiosamente, as críticas remistas surgem justamente em um momento no qual Neymar também reforça sua atuação fora dos gramados.

Na última segunda-feira (3/8), o jogador promoveu mais uma edição de seu tradicional leilão beneficente, evento que reuniu atletas, artistas, empresários e personalidades.

A ação arrecada recursos para o Instituto Neymar Jr., que atende milhares de crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social.

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Enquanto parte da opinião pública enxerga Neymar como protagonista de sucessivas polêmicas e alvo constante de críticas, o lado de ações sociais ajuda a construir uma imagem completamente diferente fora das quatro linhas.

Assim, o debate segue, causando um conflito de “fãs” e “haters” do craque, trazendo o clássico debate de herói ou vilão.