De Oscar Schmidt a Hortência: os ícones que colocaram o Brasil no topo do basquete mundial

De vitórias épicas contra os Estados Unidos a títulos mundiais e pioneirismo na liga norte-americana, atletas consolidaram o Brasil como potência na modalidade

Reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira de quase 30 anos e recheada de títulos

Reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira de quase 30 anos e recheada de títulos | Reprodução

O basquete é amplamente apontado como um dos esportes mais populares dos Estados Unidos. Embora ainda não seja um fenômeno no Brasil, alguns atletas nacionais contribuíram para colocar o nome do país nas quadras e para despertar o interesse da população na modalidade.

Continua após a publicidade

O destaque desses jogadores não se privou ao nível nacional, com parte deles alcançando sucesso internacional pela Seleção Brasileira de Basquete e até mesmo na National Basketball Association (NBA), a principal liga da América do Norte.

Com o passar das décadas, esportes menos populares em solo nacional estão contando cada vez mais com atletas nascidos no Brasil.

Confira a lista de homens e mulheres que representaram o Brasil dentro do esporte e elevaram o patamar do basquete nacional.

Continua após a publicidade

Oscar Schmidt

Reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira de quase 30 anos e recheada de títulos.

Reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira de quase 30 anos e recheada de títulosReconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira de quase 30 anos e recheada de títulos/Divulgação

Natural de Natal, no Rio Grande do Norte, tem como maior conquista profissional a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, pela Seleção Brasileira de basquete.

A final da competição também ficou marcada pela primeira derrota da história da Seleção dos Estados Unidos de basquete em uma partida disputada em solo norte-americano. Schmidt liderou o Brasil e marcou 46 pontos.

Continua após a publicidade

O ala e ala-pivô também conquistou três Campeonatos Sul-Americanos pela Amarelinha. Ele também construiu uma carreira sólida por clubes nacionais e na Europa, antes de se aposentar no Flamengo aos 45 anos, em maio de 2003.

Sua incrível precisão e altíssima capacidade de pontuação nos arremessos lhe renderam o apelido de “Mão Santa”. Schmidt é o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos.

O cestinha morreu na última sexta-feira (17/4), em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, onde morava. Ele passou mal em sua casa e chegou ao hospital já sem vida.

Continua após a publicidade

Tiago Splitter

Nascido em Blumenau, em Santa Catarina, o ex-pivô Tiago Splitter construiu a carreira fora do Brasil. O catarinense viajou à Espanha aos 15 anos, onde se profissionalizou.

Nascido em Blumenau, em Santa Catarina, o ex-pivô Tiago Splitter construiu a carreira fora do BrasilNascido em Blumenau, em Santa Catarina, o ex-pivô Tiago Splitter construiu a carreira fora do Brasil/Divulgação

Na Europa, o ex-jogador foi MVP da Supercopa de 2004 e ajudou o Baskonia, seu então time, a chegar no Final Four da Euroleague.

Em 2007, Tiago Splitter se transferiu para o San Antonio Spurs, dos Estados Unidos, consolidando-se como um dos pilares da histórica campanha do time na temporada 2012/2013, quando os Spurs venceram a NBA.

Continua após a publicidade

O catarinense se tornou o primeiro brasileiro a vencer o maior nível do basquete norte-americano. Ele atuou ao lado de estrelas como Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan.

A conquista ganhou ainda mais os holofotes por causa do adversário: o Miami Heat, liderado pelo astro LeBron James.

Splitter se transferiu para o Philadelphia 76ers em 2017 e anunciou aposentadoria no final de 2018. Mesmo fora das quadras, ele integra a comissão técnica do Brooklyn Nets, de Nova York, contribuindo na formação de atletas.

Continua após a publicidade

Amaury Pasos

Integrante de uma das eras mais vitoriosas da Seleção Brasileira de basquete, Amaury Pasos, nascido em São Paulo (SP), foi classificado pelo perfil oficial da NBB como o “Pelé do Basquete”.

Integrante de uma das eras mais vitoriosas da Seleção Brasileira de basquete, Amaury Pasos, nascido em São Paulo (SP), foi classificado pelo perfil oficial da NBB como “o Pelé do Basquete”/Divulgação

O armador construiu uma carreira sólida e de grande repercussão nacional. Ele participou das conquistas dos dois Mundiais vencidos pelo Brasil, em 1959 e 1963, respectivamente.

Amaury Pasos também venceu duas medalhas olímpicas de bronze, em 1960 e 1964, além de quatro Campeonatos Sul-Americanos.

Continua após a publicidade

A trajetória de Pasos pela Seleção Brasileira durou 16 anos. Inicialmente, ele jogava como pivô. Porém, a chegada de atletas mais altos forçou o paulista a mudar de posição, tornando-se um ala recuado e até armador.

Hortência

A “Rainha” Hortência, como também é conhecida, é encarada pelos fãs como uma figura de liderança no basquete feminino.

A “Rainha” Hortência, como também é conhecida, é encarada pelos fãs como uma figura de liderança no basquete feminino/Divulgação

Ela foi campeã dos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, do Mundial de 1994 e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Continua após a publicidade

Hortência se aposentou do basquete profissional em 1996, aos 36 anos. A ex-atleta planejava a maternidade e queria encerrar a carreira com um título de destaque.

A Rainha ficou conhecida também por ser a maior cestinha da Seleção Brasileira feminina, com 3.160 pontos em 127 partidas oficiais.

Em 2018, Hortência foi eleita a melhor jogadora da história das Copas do Mundo de Basquete Feminino, após uma votação popular organizada pela Federação Internacional de Basquete. Ao todo, ela somou 85% dos votos.

Continua após a publicidade

Magic Paula

Maria Paula Gonçalves da Silva, popularmente conhecida como “Magic Paula”, dividiu o protagonismo da Seleção Brasileira com Hortência.

Maria Paula Gonçalves da Silva, popularmente conhecida como “Magic Paula”, dividiu o protagonismo da Seleção Brasileira com Hortência/Divulgação

A primeira convocação para o selecionado principal aconteceu quando a ex-jogadora tinha apenas 14 anos, consolidando Paula como um grande prodígio na época.

Pela camisa do Brasil, ela conquistou os Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991, o Mundial de 1994 e foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996.

Continua após a publicidade

Magic Paula é a atleta que mais defendeu a Seleção Brasileira em todos os tempos, além de ser a segunda maior cestinha, com 2.537 pontos, atrás apenas de Hortência.

Sua presença constante no time nacional colocou a ex-jogadora como uma das melhores mulheres no esporte. Em 2006, inclusive, ela foi incluída no Hall da Fama do Basquete Feminino.

Seu icônico apelido foi dado pelo jornalista esportivo Juarez Araújo. Juarez se encantou com o estilo de Paula durante uma partida da Seleção Brasileira contra a Bulgária, em 1983, no Ibirapuera.