Mais do que apenas uma arte marcial, o Karate é um símbolo de desenvolvimento pessoal e disciplina. A modalidade exige foco, preparo e compromisso dos lutadores dentro e fora do tatame.
A modalidade será uma das principais atrações do Arnold Sports Festival South America 2026, com eventos voltados para demonstrações de técnicas e atividades práticas, além de competições para todas as idades e categorias.
Embora a luta seja uma tradição originada em Okinawa, no Japão, o esporte chegou ao solo brasileiro durante a imigração japonesa do século XX. Inicialmente praticado de forma oculta, os primeiros mestres de karate em território nacional começaram a disseminar seus ensinamentos durante as décadas de 1950 e 1960, popularizando a arte.
Por causa disso, o Brasil conseguiu, ao longo das décadas, formar grandes nomes dentro do esporte, responsáveis por colocar o nome do país no mapa. Confira alguns:
Douglas Brose (Kumite- 60 kg)
Natural de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Douglas Brose é o principal nome do karate moderno no Brasil. Sua história é marcada pela resiliência, especialmente pelo título mundial de 2021, conquistado após superar graves lesões no tendão de Aquiles.
Considerado um mestre da tática e da gestão de luta, Brose é Tricampeão Mundial pela World Karate Federation (WKF) e vencedor de três medalhas nos Jogos Pan-Americanos, incluindo um Ouro (Toronto 2015) e dois Bronzes (Guadalajara 2011 e Lima 2019).
O brasileiro está inserido na seção “Legends” da WKF.
Lucélia Ribeiro
Apontada como a principal brasileira no esporte, a carateca nascida em Brasília, no Distrito Federal (DF), detém o recorde de quatro ouros consecutivos em Pan-Americanos, conquistados de forma consecutiva (Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Guadalajara 2011).
O feito coloca Lucélia no panteão dos maiores atletas olímpicos do Brasil. Atualmente, ela é uma das principais vozes na gestão técnica do karate.
Além do sucesso nos Jogos Pan-Americanos, Lucélia Ribeiro conquistou o Bronze no Mundial de 2002.
Luiz Tasuke Watanabe (Kumite)
Nascido no Japão e radicado no Brasil, Watanabe foi o primeiro grande nome do karate brasileiro.
Em uma época em que o Japão dominava o esporte, o carateca representou o Brasil e conquistou o Mundial de 192, sediado em Paris.
A vitória marcou o início da competitividade nacional no exterior e estabeleceu um legado de inspiração que perdura entre as gerações.
Valéria Kumizaki (Kumite – 55 kg)
A carateca natural de Presidente Prudente, no Interior de São Paulo, é conhecida por ser uma estrategista nata nos tatames, se destacando pela precisão e o “timing” em suas lutas.
Dentro dos Jogos Pan-Americanos, Valéria é um símbolo de longevidade, conquistando quatro medalhas em quatro edições diferentes – dois ouros (Toronto 2015 e Lima 2019) e duas pratas (Rio 2007 e Guadalajara 2011).
O auge técnico da atleta aconteceu no Mundial de 2016, realizado em Linz, na Áustria. Embora tenha terminado com a medalha de prata, seu resultado marcou a primeira brasileira disputando uma final do individual feminino no Kumite em décadas, consolidando seu nome no Top 3 do ranking da WKF.
Seu legado ganhou ainda mais repercussão pela sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. O evento foi o primeiro a adotar o karate como modalidade.
Vinicius Figueira (Kumite – 67 kg)
Figueira é um nome de destaque dentro do karate, especialmente por seu estilo de luta. O atleta é especialista no combate com as pernas, sendo detentor de chutes imprevisíveis e uma velocidade impressionante.
No cenário competitivo, o carateca paranaense venceu o Ouro nos World Games de 2022 (Birmingham), além de ter levado a medalha de prata no Mundial de 2018 (Madri) e Bronze no Mundial de 2016 (Linz).





