Edgardo Bauza tem doença degenerativa que o impede de falar e lembrar do passado

Revelação foi feita pelo amigo e ex-auxiliar do técnico Patón Bauza, Di Leo, que ainda negou que o problema de Edgardo seja Alzheimer

Edgardo 'Patón' Bauza, no comando do São Paulo, semifinalista da Libertadores em 2016

Edgardo 'Patón' Bauza, no comando do São Paulo, semifinalista da Libertadores em 2016 | Reprodução SPFC

O treinador argentino Edgardo Bauza passa por um momento delicado de saúde. Aos 61 anos, o ex-técnico do São Paulo sofre de uma doença degenerativa que o impede de falar. Ele também não reconhece mais as pessoas ao seu redor, como familiares e amigos, segundo informação divulgada pelo ex-auxiliar, José Camello Di Leo, com quem trabalhou por 24 anos.

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“Estamos em um estágio em que é necessário forçá-lo a lembrar. É muito difícil. Antes, conversávamos diariamente, o dia todo. Nos olhamos e eu já sabia o que queria. Agora, quando estou com ele, acabo me machucando”, disse Di Leo ao programa “Super Deportivo”, da rádio argentina Villa Trinidad.

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Ele negou que o amigo esteja sofrendo de Alzheimer, mas, sim, de uma outra doença na qual o deixa “em outra realidade”. Ele comentou sentir muita tristeza pelo fato de Bauza não poder ter presenciado a inauguração do busto feito em sua homenagem no CT do Rosário Central, clube argentino pelo qual é ídolo, já que sua doença o impede de sair de casa para qualquer tipo de evento.

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“Fico muito triste ao lembrar quando ele me disse que ia trabalhar até os 68 anos e eu trabalharia até os 64. Juntos. Ele me disse que a única coisa que queria era ter sua casinha, uma piscina e um lugar para comer um churrasco com os amigos. Dá-me muita angústia que eu possa desfrutar e ele não. Isso me faz mal, muito mal”, contou.

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Tendo Di Leo como auxiliar, Edgardo Bauza treinou o São Paulo em 2016, quando levou o tricolor paulista à semifinal da Libertadores daquele ano. ‘El Patón’, como é conhecido pelos argentinos, deixou o comando do time após 48 partidas para assumir a seleção argentina, onde ficou no cargo por oito jogos em meio a uma crise institucional da Associação Argentina de Futebol (AFA).

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Edgardo Bauza foi o técnico da única conquista do Equador na Libertadores, quando a LDU derrotou o Fluminense em pleno Maracanã, em 2008.