Grande início de Dorival no Flamengo é esperança para técnicos brasileiros

Opinião: com aumento na procura por técnicos estrangeiros para times brasileiros, bom trabalho de Dorival pode salvar mercado nacional de treinadores

Dorival Júnior

Com bom trabalho de Dorival Júnior, equipes podem voltar a olhar com mais atenção obra treinadores brasileiros | Divulgação Flamengo

Mesmo com a moda de técnicos estrangeiros treinando clubes do Brasil, o atual destaque é nascido aqui mesmo: Dorival Júnior, do Flamengo, que sucede, curiosamente, o português Paulo Sousa. Com bom trabalho de Dorival, equipes podem voltar a olhar com mais atenção para treinadores brasileiros.

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É bem verdade que nem todos os estrangeiros que pisaram neste País recentemente acabaram obtendo sucesso – vide os portugueses Paulo Sousa, Sá Pinto e Jesualdo Ferreira, no Flamengo, Vasco e Santos, respectivamente. O uruguaio Alexander Medina, no Internacional, e o argentino Turco Mohamed, no Atlético-MG, também ilustram esses fracassos.

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Porém, trabalhos marcantes como o do argentino Juan Pablo Vojvoda – levando o Fortaleza para sua primeira Libertadores na história -, o português Jorge Jesus – do histórico Flamengo campeão brasileiro e continental de 2019 -, e do também luso Abel Ferreira, que conquistou uma Copa do Brasil, é atual líder do Brasileirão, e levou as duas Copas Libertadores que disputou, igualando os feitos do São Paulo de Telê Santana e Raí em 1992 e 93, e o de Santos de Pelé em 1962 e 63, faltou apenas o mundial para Abel, que segue impressionando com seus números na Libertadores e em campeonatos nacionais.

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Alguns técnicos brasileiros atualmente acabam preteridos na disputa com gringos. Palmeiras, Fortaleza, Corinthians, Botafogo, Coritiba e Cuiabá contam com comandantes de fora do País, enquanto Santos, Flamengo, Atlético-MG e Internacional também iniciaram o Brasileirão com um gringo no comando. O Galo, atual campeão da copa e liga nacional, teve seu técnico – que acaba de retornar ao clube – sendo o brasileiro Cuca. São Paulo vivo na Copa do Brasil, Sul-Americana e no Brasileiro, tem o Rogério Ceni, o Fluminense, jogando um belo futebol e bem colocado na liga, tem Fernando Diniz, e o Flamengo, talvez maior perigo para o Palmeiras atualmente, tem o Dorival Júnior, que já vinha de ótimo trabalho no Ceará.

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O mais interessante desse cenário é que, desde a saída do português Jorge Jesus, quatro treinadores passsaram pelo Flamengo até a chegada de Dorival, o espanhol Doménec Torrent acabou tendo uma passagem rápida, o brasileiro Renato Gaúcho foi vice da última Liberta, o também brasileiro Rogério Ceni foi campeão nacional pelo Rubro-Negro, e o luso Paulo Sousa que estava recentemente no Fla, teve um desempenho desastroso.

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Dorival aparenta ter corrigido os erros e encontrado uma forma de aproveitar os acertos – mesmo que poucos – do seu antecessor, e retomado o grandioso elenco do Mengão de volta ao caminho de vitórias e grandes atuações. Isso pode servir de lição para alguns dirigentes dos clubes da Série A e até Série B, entenderem que ser estrangeiro não é sinônimo de trazer grandes resultados, e dessa forma, continuar com essa disputa de excelentes técnicos gringos, contra também ótimos profissionais brasileiros, para vermos grandes jogos e conquistas em nosso futebol.