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Noite de pesadelo de Diniz na seleção tem erros na defesa e em mexidas

Não foram poucos os erros defensivos da equipe brasileira, que permitiram um verdadeiro bombardeio da equipe colombiana

Igor Siqueira e Rodrigo Mattos - Folhapress

Publicado em 17/11/2023 às 14:45

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Fernando Diniz, técnico da Seleção Brasileira / Vitor Silva/CBF

Durante boa parte do jogo em Barranquilla, era possível ver o técnico da seleção, Fernando Diniz, com as mãos na cintura ou agitado para tentar dar instruções aos jogadores para corrigir problemas. Era um sintoma de uma seleção brasileira com mais defeitos do que qualidades na derrota para a Colômbia.

É verdade que nem tudo foi ruim, que houve uma produção ofensiva. Mas não foram poucos os erros defensivos da equipe brasileira, que permitiram um verdadeiro bombardeio da equipe colombiana.

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Foram 22 arremates da Colômbia no jogo, dez delas no gol. Dessas, quase metade das conclusões foi do atacante Luis Díaz, principal figura do time cafeteiro.

Houve três problemas em sua marcação:

1) Ele esteve sozinho com Emerson Royal em várias ocasiões.

2) Emerson Royal não foi agressivo para tentar pará-lo e deixou espaços para seu drible.

3) As jogadas de cabeça para seus dois gols eram cantadas e treinadas por Diniz.

E não foi o único problema defensivo. Como o próprio Diniz admitiu, houve pouca agressividade na marcação do time, embora ele visse o time bem posicionado na recomposição.

Mas há uma questão sobre a exposição do meio-campo: só André e Bruno Guimarães têm de fato característica de marcação mais forte. Martinelli e Raphinha, que tem de preencher essa faixa, tiveram dificuldade com a função. Faltava gente no meio quando a Colômbia roubava a bola e contra-atacava.

Resultado era um domínio colombiano a maior parte do tempo mesmo o Brasil tendo mais a bola
Se esse aspecto defensivo não funcionou, as substituições de Diniz também não surtiram o efeito de reverter o cenário. Com a saída de Vini Jr, contundido, João Pedro entrou quase como um centroavante.

Mas lhe faltou a movimentação e rapidez do titular, teve dificuldade de dar sequências às jogadas. A entrada posterior de Endrick, que conseguiu realizar duas ou três jogadas em pouco tempo, mostrou que talvez fosse a melhor opção.

A saída de Rodrygo, cansado, diminuiu a qualidade do ataque. E a opção de ter Pepê como um meio ala, um meio ponta também não funcionou.

Após tomar a virada, foi pequena a produção ofensiva brasileira com uma Colômbia já postada. Talvez existam mais coisas a corrigir do que o discurso de Diniz indica.
 

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