Nova era: Sumô adapta tradição milenar e chega a evento esportivo em SP

Versão nacional do combate japonês terá campeonato exclusivo durante festival de saúde e fisiculturismo em abril

Modalidade é profissional e tradição no Japão

Modalidade é profissional e tradição no Japão | Joli Rumi/Wikimedia Commons

O sumô é uma modalidade de luta de origem japonesa em que dois atletas se enfrentam em um ringue circular com o objetivo de derrubar o adversário ou forçá-lo a sair da área de combate.

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Apesar da forte ligação com tradições milenares e rituais religiosos no Japão, o esporte também é praticado em diversos países no formato amador, com regras adaptadas e maior inclusão de atletas.

No Brasil, a modalidade ganhou espaço ao longo do tempo, com categorias por peso, participação feminina e estrutura organizada para competições e formação de novos lutadores.

O sumô estará presente no Arnold Sports Festival South America 2026, evento que reúne atletas, especialistas e influenciadores ligados ao universo da saúde, do esporte e do fisiculturismo, e acontece entre os dias 24 e 26 de abril, com um torneio da modalidade.

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Como funciona o sumô

As lutas acontecem no dohyo, um ringue circular de 4,55 metros de diâmetro, feito de argila compactada e coberto por areia.

O combate termina quando um dos lutadores toca o solo com qualquer parte do corpo que não seja a sola dos pés ou quando sai da área delimitada. As disputas são rápidas e intensas, geralmente com duração entre 5 e 15 segundos.

Antes do início, os atletas realizam um ritual com gestos tradicionais e lançamento de sal, prática ligada à purificação do espaço.

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Regras e técnicas

O sumô conta com dezenas de formas oficiais de vitória, conhecidas como kimarite, que incluem empurrões, projeções e desequilíbrios.

Entre os movimentos proibidos estão socos com o punho fechado, chutes na região do tórax, puxões de cabelo e golpes nos olhos ou na garganta.

Profissional x amador

No Japão, o sumô profissional é restrito e exclusivo, organizado por uma associação própria e com forte ligação a rituais do xintoísmo.

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Nesse modelo, não há divisão por peso e a participação é limitada a homens. Já no restante do mundo, incluindo o Brasil, o esporte é praticado no formato amador, com categorias de peso e participação feminina.

O sumô no Brasil

A modalidade chegou ao país com imigrantes japoneses no início do século XX, com registros de competições desde 1914.

Hoje, a organização é feita pela Confederação Brasileira de Sumô, responsável pelo desenvolvimento da modalidade. Um dos principais centros de treinamento fica no Estádio Municipal de Sumô do Bom Retiro, em São Paulo.

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O País também se destaca pela presença feminina, com atletas em competições amadoras nacionais e internacionais.

Vestimenta e tradição

Os lutadores utilizam o mawashi, uma faixa de tecido resistente enrolada na cintura, que serve como traje durante a luta. No feminino, o acessório é usado sobre roupas esportivas.

Mesmo fora do Japão, o esporte mantém elementos tradicionais, como os rituais antes das lutas e o uso do sal no ringue.

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Arnold Sports Festival South America 2026

A modalidade terá uma competição no festival de lutas confirmado no Arnold Sports Festival South America 2026, em São Paulo, entre os dias 24 e 26 de abril.

O evento será uma oportunidade para o público acompanhar de perto as apresentações e performances dos atletas da modalidade. Um dos outros esportes que terá competição será o Armwrestling, a famosa guerra de braço.

O Gazeta Media Group Brasil (GMG) é parceiro oficial do Arnold Sports Festival South America 2026 e responsável pela produção diária de conteúdos do evento.