Palmeiras mostra que não existe time ‘ineliminável’ no futebol

Palmeiras tinha o jogo em mãos, marcou dois gols em 13 minutos de partida, mas, recuou; e num torneio mata-mata, quem não matar, morre

Abel Ferreira é o técnico português com mais títulos na história do futebol brasileiro

Todo time de futebol está sujeito a eliminação, e não se trata apenas de sorte ou azar | Divulgação

O futebol é uma caixinha de surpresas, e como o próprio Abel Ferreira disse em coletiva,”nem sempre o melhor vence”. Mesmo com um time bem montado e com um ótimo futebol, o Palmeiras foi eliminado pelo rival São Paulo, e deu adeus para a Copa do Brasil. Afinal, novamente parafraseando o técnico português, “isso é o futebol”.

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Um técnico eficiente, um projeto grandioso, Abel Ferreira já ganhou praticamente tudo pelo Palmeiras: um paulista, uma Copa do Brasil e duas Libertadores, é líder do Brasileirão e principal candidato a título da atual Libertadores, uma máquina de futebol. Mas é ainda um time, e não existe time ineliminável no futebol.

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Seja sorte ou azar, o Palmeiras tinha o jogo em mãos, com recorde de público em seu estádio, marcou dois gols nos primeiros 13 minutos de jogo, mas, recuou. Controlou o jogo, mas não o matou, e num torneio mata-mata, quem não matar, morre.

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Raphael Veiga é um dos melhores batedores de pênalti do Brasil, chegou a marcar mais de 20 gols de pênaltis seguidos, e na segunda etapa do jogo teve em seus pés a chance de decidir, mas talvez seu excesso de confiança tenha falado mais alto, o jogo seguiu aberto após o meia isolar sua cobrança. E na magia do futebol, o São Paulo marcou logo em seguida e levou a decisão para os pênaltis, onde Veiga, novamente desperdiçou sua cobrança.

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Totalmente anulado na ida no Morumbi, totalmente superior na volta no Allianz, Palmeiras viveu um confronto de 180 minutos, mas tentou resolver em apenas 13. E sendo sorte ou eficiência, Abel ainda não venceu em disputas de penalidades pelo Verdão, com um aproveitamento pra lá de preocupante.

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Abel disputou dois paulistas: vice para o São Paulo em 2021, campeão em cima do São Paulo em 2022. Duas Copa Libertadores, e venceu impressionantemente as duas. Perdeu os dois mundiais, sendo um incluindo a derrota nos pênaltis na disputa de terceiro lugar. Disputou três Copas do Brasil, venceu a primeira em cima do Grêmio, caiu para o CRB em casa novamente nos pênaltis na segunda tentativa – eliminação essa que talvez tenha sido o único momento em que Abel foi questionado desde que chegou – e, de novo em seu estádio e nas penalidades, caiu para o São Paulo na terceira.

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Possivelmente a maior rivalidade esportiva do futebol nacional nos dias atuais, São Paulo e Palmeiras já decidiram vaga na Copa Libertadores, na Copa do Brasil e dois Paulistas, um paulista para cada lado, vaga na Liberta para Palmeiras e na Copa do Brasil para o São Paulo. 

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Com uma certa arrogância, o Abel Ferreira mostrou sua frustração após a queda na copa, tentou creditar a classificação do Tricolor a “sorte” – sendo rebatido por Rogério Ceni que já o eliminou nos pênaltis outra vez pelo Flamengo – e que “o resultado foi injusto”, mas mesmo sabendo que atualmente o Palmeiras é o time a ser batido, tornando a classificação do São Paulo histórica ao eliminar o atual Bi continental, não se pode esquecer que o “futebol é isso”, o jogo é jogado, os penais são cobrados, e nem sempre seu time sairá classificado.

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Não importa o projeto, o time, a qualidade do elenco, nada disso importa nesta hora, pois não existe time ineliminável no futebol.