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SÃO PAULO, SP - 15.03.2019: ALESP DÁ POSSE A DEPUTADOS NO ESTADO - O governador João Doria acompanha ao lado do depuado eleito Cauê Macris (PSDB), a posse da nova legislatura na Assembléia Legislativa de São Paulo na tarde desta sexta-feira (15). Nova mesa diretora será eleita logo mais. (Foto:) ORG XMIT: 1698877
SÃO PAULO, SP - 15.03.2019: ALESP DÁ POSSE A DEPUTADOS NO ESTADO - O governador João Doria acompanha ao lado do depuado eleito Cauê Macris (PSDB), a posse da nova legislatura na Assembléia Legislativa de São Paulo na tarde desta sexta-feira (15). Nova mesa diretora será eleita logo mais. (Foto:) ORG XMIT: 1698877
Foto: Bruno Rocha /Fotoarena/Folhapress

PSDB mantém hegemonia na Assembleia de SP

presidência. Eleição de Macris mantém uma hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Casa - a exceção foi em 2005

Em sessão marcada por bate-boca entre aliados da deputada Janaína Paschoal (PSL) e do presidente Cauê Macris (PSDB), o tucano foi reeleito na sexta-feira, para comandar a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) por mais dois anos. Com apoio de 21 partidos, incluindo PT e PSB, Cauê Macris obteve 70 votos, contra 16 votos de Janaína. Daniel José (Novo) e Mônica Seixas (PSOL) tiveram 4 votos cada um. A eleição de Cauê mantém uma hegemonia de praticamente 24 anos do PSDB na Casa - a exceção foi a vitória do atual vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) em 2005.

Em discurso após a vitória, Cauê Macris agradeceu a esposa e os filhos, o pai, deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), que comandou a Alesp entre 1999 e 2001, e pregou paz na Casa. "Como presidente eleito afirmo que a disputa eleitoral termina aqui neste momento".

A votação foi marcada por um clima de tensão desde o início. O bate-boca começou quando o líder do PSL, Gil Diniz, questionou a legalidade da candidatura de Cauê à reeleição. Ele leu artigo da Constituição Estadual que diz que "é vedada a recondução (de membro da Mesa Diretora) para o mesmo cargo na eleição imediatamente
subsequente".

Na quinta-feira, 14, Diniz entrou com mandado de segurança na Justiça para tentar barrar a candidatura do presidente da Alesp, mas o pedido foi indeferido. Aliados de Cauê Macris citaram a decisão judicial e disseram que o entendimento da Casa é de a restrição só vale para a mesma legislatura.

"Essa questão está superada", disse a tucana Analice Fernandes, que presidiu a sessão. "Qualquer reclamação é lá no Judiciário", ironizou Campos Machado (PTB). Já Barros Munhoz (PSB) lembrou que ele mesmo foi reeleito presidente da Casa em 2011, no início de uma nova legislatura, quando ainda era do PSDB.

Petista é eleito.

Em uma articulação que envolveu a bancada governista liderada pelo PSDB, o deputado estadual Ênio Tatto (PT-SP) foi eleito primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Tatto teve 70 votos, contra 21 de Major Mecca (PSL).

"Serei o primeiro secretário de todos os 94 deputados", afirmou Tatto, em mais um sinal de pacificação do plenário.

O gesto ocorreu após discussões no plenário, reflexo ainda da escolha de Cauê Macris (PSDB) como presidente da Alesp. A mesma articulação que levou Tatto à primeira secretaria foi a que alçou o tucano à reeleição.

Mais uma vez, o deputado Arthur Mamãe Falei (DEM) protagonizou bate-boca com petistas.
(EC)

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