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O Rio Tietê voltou a ficar coberto por espuma branca, na sexta-feira, no trecho que passa por Salto, no interior paulista
O Rio Tietê voltou a ficar coberto por espuma branca, na sexta-feira, no trecho que passa por Salto, no interior paulista
Foto: Divulgação Defesa Civil de Salto

Espuma branca volta a cobrir rio Tietê na cidade de Salto

Com o grande volume de chuva dos últimos dias, o rio Tietê voltou a ficar coberto por espuma branca, na sexta-feira, no trecho que passa por Salto, no interior paulista.

A espuma aparece por causa dos reagentes químicos despejados na água que vem da região metropolitana. De acordo com a Defesa Civil, as comportas da Empresa Metropolitana de Águas e Energias (EMAE) foram abertas na madrugada de sexta-feira, aumentando vazão do rio e fez com que formasse a espuma.

O órgão reforça que a população deve evitar locais próximos ao rio e respeitar as sinalizações de segurança e interdições. O acesso ao Caminho das Esculturas e o Parque Natural Ilha da Usina, no Complexo da Cachoeira, além da rua 24 de Outubro, a Ilha dos Amores, a Ponte Pênsil foram interditadas.

Lixo.

Em abril, após fortes chuvas, o rio Tietê transbordou e carregou grande quantidade de lixo para as ruas da região central de Salto, interior de São Paulo. A rua 24 de Outubro, a mais atingida, estava interditada pela camada de lixo que cobriu a extensão mais próxima do rio. O acesso ao Campo do Avenida foi bloqueado. Os detritos se acumularam também no Parque das Lavras e entre as pedras do Complexo da Cachoeira, principais pontos turísticos da cidade.

Na avenida, catadores de recicláveis aproveitaram para recolher garrafas PET, latas e até capacetes, alheios ao risco de contaminação.

Essa foi a terceira vez este ano que o lixo trazido pelo rio da Região Metropolitana de São Paulo se acumula em ruas da cidade. O fenômeno se repete toda vez que chove com grande intensidade na capital e em cidades da região. O lixo flutuante acaba ultrapassando as comportas das represas de Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus e, quando há transbordamento, é levado para a parte baixa da área urbana de Salto, que é estância turística. Nos últimos cinco anos, a prefeitura removeu mais de 200 toneladas de detritos carreados pelo Tietê. (GSP e EC)

 

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