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Atendimentos de saúde e pesquisadores da área serão prejudicados com o congelamento das bolsas
Atendimentos de saúde e pesquisadores da área serão prejudicados com o congelamento das bolsas
Foto: TV TEM/Reprodução

SP concentra 30% das bolsas de estudo congeladas no País

pós-graduação. Estado de São Paulo terá 1.673 bolsas de estudos congeladas até o mês de dezembro

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou ontem que o estado de São Paulo concentra 30% das bolsas de pós-graduação congeladas no País. Dos 5.613 incentivos de pós-graduação congeladas no país, 1.673 são de pesquisadores do estado.

Depois de São Paulo, vem o estado do Rio Grande do Sul, com 725 bolsas, depois Rio Janeiro com 684, Minas Gerais com 508 bolsas e Paraná com 446 bolsas de incentivo. Ao todo, a Capes possui 211.784 bolsas atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são da pós-graduação.

A Capes afirma que o congelamento dessas bolsas representará uma economia de R$ 37,8 milhões neste ano. A longo prazo, a economia pode ser de R$ 544 milhões. Especialistas criticam o

congelamento.

Segundo Flávia Calé, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), o clima entre os pós-graduandos é "de desespero". "Pesquisa científica requer um longo período de elaboração. Sem esse incentivo, muita gente fica impossibilidade de seguir com a sua pesquisa. Dependendo do caso, não é possível conciliar uma pesquisa com um emprego de 40 horas semanais", disse Flávia ao "G1".

Procurada pelo "G1", a Capes informou que "o MEC e a CAPES buscam alternativas para recompor o orçamento de 2020", diz a nota. "Todas as possibilidades estão sendo estudadas para garantir o pleno funcionamento dos serviços prestados." (GSP)

 

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