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Pedágios isolam comunidades e causam protestos em três cidades paulistas

A Artesp afirma que a localização dos pedágios foi discutida com a população

Praças de pedágio do programa estadual de concessões rodoviárias estão isolando comunidades e causam protestos em três cidades do Estado de São Paulo. Em duas - São Carlos e Mogi das Cruzes - moradores alegam que terão de pagar tarifa para se locomover dentro da própria cidade. Em Taquarituba, moradores reclamam que a cidade ficou ilhada entre duas praças de cobrança e não têm como sair do município sem pagar tarifa. O comércio aponta queda no movimento. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) afirma que a localização dos pedágios foi discutida com a população.

Em Mogi das Cruzes, moradores de condomínios e bairros que ficam às margens da rodovia Pedro Eroles, a Mogi-Dutra (SP-88), se mobilizam na tentativa de impedir a instalação de uma praça de pedágio no km 45 da rodovia, em área urbana. Conforme o professor Paulo Bocuzzi, do movimento Pedágio-Não, moradores de condomínios, como o Aruã, e funcionários de indústrias terão de pagar tarifa para se deslocar dentro da cidade. O grupo realizou adesivaços e coletou assinaturas contra o projeto.

A mobilização tem o apoio da representação local do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), da Associação Comercial e da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes. Conforme o presidente dessa entidade, Nelson Bettoi Batalha, o pedágio vai confinar setores importantes da cidade, já que a rodovia será expressa, afetando a fluidez do trânsito, com reflexos na economia local.

Os 12 prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) assinaram documento contra o projeto.

De acordo com a Artesp, a concessão da Mogi-Bertioga, que inclui o segmento Mogi-Dutra, faz parte do lote Rodovias do Litoral Paulista ainda em estudos. Após a emissão do edital, foram realizadas quatro audiências públicas, inclusive em Mogi das Cruzes. Foram recebidas 420 sugestões que estão sendo analisadas. No trecho de Mogi serão construídas dez passarelas para maior segurança dos pedestres. A Estrada do Evangelho Pleno será duplicada, melhorando a mobilidade na região, diz a Artesp.

Já a instalação de praças de pedágio nas rodovias Thales de Lorena Peixoto Júnior e Eduardo Saigh foi discutida em audiências e consulta pública durante a definição do projeto e são previstas no contrato com a ViaPaulista, que tem a concessão dos trechos. No caso de São Carlos, a tarifa irá viabilizar a modernização da SP-318, com duplicação entre o km 249 e o km 280.

Por sua vez, a rodovia de Taquarituba terá um total de 230 quilômetros duplicados, o que deve trazer efeito positivo para a economia da região. Ainda segundo a agência, a cobrança de pedágio só é iniciada após investimentos na melhoria da estrada. Em São Carlos, o pedágio ainda não está em operação.

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