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Depósito clandestino de materiais recicláveis funcionava na Avenida Monteiro Lobato, em Mongaguá
Depósito clandestino de materiais recicláveis funcionava na Avenida Monteiro Lobato, em Mongaguá
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Megaoperação detém 481 na Baixada Santista e no Vale do Ribeira

Entre os destaques da ação está o fechamento de um depósito clandestino com cerca de nove toneladas de materiais recicláveis em Mongaguá; há suspeita de contaminação do solo

Uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil por 24 horas deteve 481 pessoas na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. A ação, concluída às 11 horas desta quarta-feira (29), combateu crimes diversos e retirou de circulação mais de 77 quilos de entorpecentes e quatro armas de fogo.

Entre os destaques da blitz, a primeira do gênero neste ano, está o fechamento, na tarde de terça-feira (28), de um depósito clandestino que armazenava cerca de nove toneladas de materiais recicláveis e até baterias elétricas em Mongaguá. Há suspeita de contaminação do solo e duas pessoas estão sob investigação por crime ambiental.

Os resultados da megaoperação foram anunciados na tarde desta quinta pelos delegados Carlos Topfer Schneider, seccional de Santos, Carlos Henrique Fogolin de Souza, seccional de Itanhaém, e Rubens Eduardo Barazal Teixeira, titular da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Santos.

Schneider ressaltou o papel das operações na Região para a redução de indicadores criminais, que conforme frisa, são os menores em 10 anos.

"As operações têm sido profícuas, têm colhido resultados mais do que satisfatórios. Então por isso a Polícia Civil continua fazendo esse tipo de operação. São operações calcadas em investigação prévia", afirmou.

Schneider mencionou a retirada de circulação de 240 comprimidos da droga sintética ecstasy em um cortiço na Rua Brás Cubas, que funciona no antigo Hotel Japonês. Os comprimidos estavam cortados manualmente em formato de coração. Havia ainda 113 gramas da droga sintética à granel e 154 gramas de maconha, em sete porções.

A apreensão foi feita por policiais do 4º Distrito Policial em uma investigação comandada pela delegada Deborah Perez Lázaro e pelo investigador-chefe, José Benedicto Camargo.

Ao comentar a descoberta do depósito clandestino de materiais recicláveis, o delegado Fogolin afirmou que denúncias de moradores das imediações motivaram a ação policial, em conjunto com a Prefeitura.

No local, na Avenida Monteiro Lobato, havia garrafas pet, papelão e outros materiais, sendo grande parte ensacada e prensada, além das baterias. "Após uma perícia preliminar, foi constatado que há um alto risco de contaminação ambiental", disse Fogolin. Ele ainda informou que a Prefeitura providenciará o descarte em um aterro sanitário em Cubatão.

O delegado Barazal destacou a apreensão na manhã desta quinta de 14 quilos de cocaína no Jardim Melvi, em Praia Grande, durante diligência sobre investigação de um suposto cemitério clandestino.

"Com a chegada das viaturas havia algumas pessoas ali que se evadiram", disse o delegado, que ressaltou que as investigações prosseguem objetivando identificar os responsáveis pela droga e a localização do cemitério clandestino.

Barazal ainda ressalta que a Dise tem direcionado esforços para o combate de média e grande escala, sem lançar mão da repressão à venda de drogas em pequena escala.

Ainda durante a megaoperação, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, sob o comando do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior e do investigador Paulo Carvalhal apreenderam 5,3 quilos de crack atrás de um barraco no Dique do Caxeta, em São Vicente.

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