últimas notícias
Comércios na Rua Minas Bogasian,  na região central de Osasco, na manhã desta segunda-feira
Comércios na Rua Minas Bogasian, na região central de Osasco, na manhã desta segunda-feira
Foto: Aloisio Mauricio/Fotoarena/Folhapress

Comércios em Osasco reabrem as portas ilegalmente

Estabelecimentos devem respeitar a quarentena; cidade é a terceira no Estado com maior número de mortes pela Covid-19

Comércios da região central de Osasco começaram a reabrir as portas na manhã desta segunda-feira (27), mesmo com a quarentena obrigatória determinada pelo governo do Estado até o dia 10 de maio, devido a pandemia do novo coronavirus (Covid-19). A cidade da região metropolitana de São Paulo é a terceira no Estado com maior número de mortes pela doença.

"Sabemos que nos bairros aqui da periferia de Osasco o comércio está funcionando normalmente. Esses dias eu estive no Rochdale e vi bares e outros estabelecimentos funcionando", disse um morador, que preferiu não se identificar.

De acordo com o decreto estadual, válido para todos os 645 municípios, apenas comércios essenciais devem funcionar. Na área de saúde, por exemplo, podem funcionar em caráter de excepcionalidade hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas. Na área de alimentação, só devem funcionar supermercados, hipermercados, padarias e açougues. Bares, restaurantes e cafés devem funcionar apenas para entrega (delivery).

Procurada, a Prefeitura de Osasco disse à Gazeta que devido a prorrogação da quarentena, "só serviços essenciais estão liberados para funcionar. Recomendamos que a população e os donos de estabelecimentos comerciais respeitem às recomendações quanto ao isolamento social, utilização do álcool em gel e de máscara".

Ainda de acordo com a prefeitura, a Administração tem fiscalizado e se constatada alguma irregularidade o proprietário será multado.

BALANÇO OFICIAL

No último domingo (26), a Prefeitura de Osasco divulgou um boletim informando que a cidade registrava 3.521 notificações. Desses, 549 casos do novo coronavírus foram confirmados, 1.556 casos estavam em análise e 98 óbitos confirmados, além de outros cinco em investigação.

Tops da Gazeta