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Governador de São Paulo, João Doria, anunciou plano de retomada econômica no Estado
Governador de São Paulo, João Doria, anunciou plano de retomada econômica no Estado
Foto: Governo do Estado de São Paulo

Doria decide manter academias, barbearias e salões de beleza fechados em SP

Governo afirmou que o Estado não possui condições sanitárias para autorizar a abertura desses estabelecimentos

Nesta quarta-feira (13), o governo de São Paulo se pronunciou sobre a inclusão de academias, barbearias e salões de beleza nas atividades essenciais, aquelas que podem continuar funcionando durante o período de quarentena. As três atividades foram incluídas na lista de serviços essenciais pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em uma coletiva de imprensa, o governador João Doria (PSDB) afirmou que o Estado não possui condições sanitárias para permitir o funcionamento destes estabelecimentos.

"Aqui em São Paulo, o governo respeita e ouve o seu secretário da saúde, respeita e ouve o seu comitê de saúde. O comitê de saúde e o secretário de saúde do estado de São Paulo nos indicam que ainda não temos condições sanitárias seguras para autorizar a abertura de academias, salões de beleza e barbearias neste momento", disse Doria.

O coordenador da plataforma de testes para o novo coronavírus, Dimas Tadeu Covas, revelou que a transmissão acontece por secreções respiratórias, e que em locais como academias, não existem medidas que garantam a segurança.

"Dentro da questão da academia, quero dizer, primeiro que é um local onde as secreções são abundantes. Outro ponto: quem faz exercício de máscara, é muito difícil, é muito complicado respirar, e umedece aquela máscara muito rapidamente, então deteriora a qualidade da proteção da máscara. E terceiro, para você higienizar esse ambiente ele deveria ser feito a cada uso. É muito complicado do ponto de vista sanitário você garantir que ali não é um ambiente propício a contaminação", disse.

A inclusão de academias, barbearias e salões de beleza nos serviços essenciais aconteceu na segunda-feira (11), pelo presidente Jair Bolsonaro.
O decreto foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União no fim da tarde de segunda. Com a inclusão desses serviços, o número de atividades essenciais durante a pandemia de Covid-19 passou a ser 57.

No entanto, mesmo que o governo federal considere tais atividades como essenciais, de acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) cabe aos estados e municípios o poder de classificação dos serviços essenciais.

No dia 29 de maio, quando Bolsonaro inseriu outros 14 setores como essenciais, o governo federal afirmou no decreto que a lista "não afasta a competência ou a tomada de providências normativas e administrativas pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas competências e de seus respectivos territórios".

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