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João Doria, governador de São Paulo, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira
João Doria, governador de São Paulo, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira
Foto: Reprodução/Governo de SP

Doria anuncia treinamento para evitar 'violência desnecessária' da PM

Nas últimas semanas houve uma série de denúncias de abuso policial no Estado, principalmente na Capital e na Grande São Paulo

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o governador João Doria (PSDB) anunciou que vai determinar um programa de “retreinamento” para o comando da Polícia Militar de São Paulo, com a intenção de evitar o que chamou de “violência desnecessária” de “maus policiais” contra a população.

Nas últimas semanas houve uma série de denúncias de abuso policial no Estado, principalmente na Capital e na Grande São Paulo. Entre os casos estão a suspeita de que um sargento da PM, fora do horário de trabalho, tenha assassinado o garoto Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, na zona sul da Capital; a agressão a um homem em Carapicuíba, até ele desmaiar, e; disparo de balas de borracha contra dois irmãos, trabalhadores ambulantes, no bairro do Jabaquara, também na zona sul.

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“É incompatível com uma polícia bem treinada e bem preparada que uma minoria que representa menos de 1% possa comprometer 99% de uma polícia séria, que é treinada e preparada para proteger as pessoas”, disse o governador.

Doria afirmou ter orientado na manhã desta segunda-feira o general João Campos, que se recupera da Covid-19, para implementar em julho um programa de “retreinamento” para coronéis, tenente coronéis, majores, capitães, tenentes e sargentos da Polícia Militar do estado de São Paulo. “[essa medida é] Para que possamos retreinar todo o comando das nossas tropas, para evitar que esse 1% de maus policiais, que insistem em utilizar a violência desnecessária junto à população, possam compreender que isso não é aceitável na Polícia Militar do estado de São Paulo”.

O governador também afirmou que a apuração das denúncias atuais contra os agentes serão feitas “de forma rápida, objetiva e justa”, e que os policiais envolvidos podem ser afastados em definitivo da corporação.

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