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Vista área de Campinas, município do interior; cidade é um polo tecnológico e abriga uma das universidades mais importantes do País
Vista área de Campinas, município do interior; cidade é um polo tecnológico e abriga uma das universidades mais importantes do País
Foto: Carlos Bassan/PMC

Campinas é promovida a metrópole pelo IBGE

Cidade do interior paulista é um polo tecnológico e abriga uma das universidades mais importantes do País; Florianópolis (SC) e Vitória (ES) também ganharam o certificado de metrópole

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira (25), a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic), que indica que Campinas, no interior paulista, passou a ser considerada uma metrópole. O estado de São Paulo se tornou o único a possuir duas metrópoles. Além de Campinas, os dados mostram que Florianópolis (SC) e Vitória (ES) também passam a ser consideradas metrópoles.

O gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE, Bruno Hidalgo, destacou que as cidades se tornaram metrópoles por possuírem um número grande de empresas e instituições públicas. Campinas, por exemplo, é um polo tecnológico e possui uma das principais universidades públicas, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Florianópolis abriga agroindústria, produção naval e empresas de tecnologia, segundo o gerente. Enquanto Espírito Santo possui o Porto de Tubarão, um porto relacionado com a exportação de minério de ferro.

O grupo das metrópoles é composto por Brasília, Belo Horizonte, Belém, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

O número de capitais regionais também aumentou, 32 novas cidades se juntaram a essa categoria, somando 97 cidades. O estado de São Paulo registrou o maior crescimento, passando de 12 para 20 capitais regionais.

DESLOCAMENTO.

A pesquisa do IBGE também mostrou resultados sobre a distância a ser percorrida pelos munícipes. Os dados mostram que para cursar o ensino superior, os moradores se deslocam 92 quilômetros, enquanto a média de deslocamento para atividades culturais é de 66 km.

Segundo o levantamento, a procura por cursos de nível superior é maior em cidades médias. “É um tema que depende do estado e da região, mas em geral, tem uma presença de centros intermediários importantes em relação a outros temas da pesquisa”, disse Hidalgo.

Mato Grosso é o estado com o maior número de deslocamento, com uma média de 284 km. Sergipe está entre os estados com menores médias de deslocamento (74 km).

No quesito saúde, o deslocamento da população entre municípios foi de 155 km para serviços de alta complexidade, já para serviços baixa e média complexidade foi de 72 km.

Os dados relativos aos serviços de saúde foram antecipados em abril e maio, para auxiliar no combate ao novo coronavírus. A pesquisa do UBGE integra dados da hierarquia dos centros urbanos e as regiões de influência das cidades.

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