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Fraudes e golpes cometidos na internet aumentam durante a pandemia do novo coronavírus
Fraudes e golpes cometidos na internet aumentam durante a pandemia do novo coronavírus
Foto: Gaudilab

Estado responde por quase 1/3 das fraudes eletrônicas em todo o Brasil

No primeiro semestre, R$ 238,3 milhões em fraudes foram evitados no estado de São Paulo, valor é 78,6% maior do que igual período de 2019

A pandemia do novo coronavírus migrou o ambiente de compras e de muitos serviços do real para o virtual, o que acabou elevando a quantidade de fraudes e golpes cometidos na internet. Segundo a ClearSale, empresa especializada em análise de fraudes, o estado de São Paulo responde por 31% das fraudes cometidas no ambiente virtual em todo o Brasil, sendo que no primeiro semestre deste ano foram percebidas e evitadas a perda de R$ 238,3 milhões em fraudes no Estado, valor que mostra que houve uma alta de 78,6% nas tentativas de golpes, em relação ao ano passado.

“Os fraudadores se aproveitam do momento da pandemia para realizar compras usando dados de outras pessoas. Eles atraem os consumidores para sites falsos, roubam os dados e fazem compras em nome destas pessoas”, explica Roberto Achar, especialista em segurança da informação da ClearSale.

Phishing

De acordo com Achar, o phishing (estratégia para atrair o internauta, roubar dados e a partir daí cometer novos crimes) é o golpe mais comum no Estado. No Brasil, não é diferente. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), apontam alta de 70% nas tentativas de golpes durante a quarentena em todo o Brasil, com o phishing liderando as modalidades.

Os aplicativos falsos relacionados ao auxílio emergencial e o golpe do falso motoboy são outros tipos de crimes que aumentaram muito durante a quarentena, com alta de 65% neste último. Nele, criminosos entram em contato com a vítima se fazendo passar pelo banco para comunicar a realização de transações suspeitas com o cartão de crédito da pessoa. Em seguida, eles enviam um motoboy para buscar o cartão para que sejam analisadas e canceladas possíveis compras irregulares. Para dar mais credibilidade, os bandidos pedem que o cliente corte a tarja magnética do cartão, mas deixe o chip intacto.

“Os bancos nunca enviam funcionários para recolher os cartões de clientes. Ao descartar um cartão, é importante inutilizar o chip para impedir que novas compras sejam feitas”, alerta Walter de Faria, diretor-adjunto de operações da Febraban

Estelionato

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, no Estado os crimes virtuais são registrados como estelionato e seus dados são de uso interno. A Gazeta tentou obtê-los por meio da Lei de Acesso à Informação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

Ainda assim, não faltam histórias de estelionato durante a pandemia e foi exatamente o que aconteceu em junho com a técnica de enfermagem Márcia Caetano, 54 anos, moradora da cidade de Salto.

“Eu cai no golpe do WhatsApp. Clonaram o telefone de uma amiga e eu recebi a mensagem de que ela estava precisando de um empréstimo para pagar uma conta. Como ela é muito minha amiga, eu fiz a transferência de R$ 1.200. Só soube que era um golpe no dia seguinte, quando a vi pessoalmente. Fiz boletim de ocorrência e fui ao banco, mas me informaram que não poderiam fazer nada. Ela acabou se sentindo mal com a situação e me reembolsou R$ 600 (...). Hoje, eu ligaria para a pessoa para checar a história. Fui muito inocente”, conclui.

Segurança

O especialista da Proteste, Thiago Porto, reforça a ideia de Márcia. Ao receber alguma mensagem estranha de amigos, ou pedindo dinheiro, ligue para confirmar se realmente é a pessoa.

Veja outras dicas abaixo:  

Evite clicar em links desconhecidos em qualquer meio, como SMS, e-mail, mensagem de rede social;

Não abra e-mail e redes sociais em computadores de terceiros;

Instale uma internet security em seu computador ou celular;

Nas compras digitais, verifique se a empresa é confiável, se o site tem telefone do SAC em local de fácil acesso e visibilidade, política de troca e se é protegido. Sites protegidos começam com HTTPS na barra de endereços.

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