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Na capital paulista, as 51,4 mil unidades residenciais vendidas representaram um recorde na série histórica iniciada em 2004
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Foto: Nair Bueno/Diário do Litoral

Imobiliárias de Santos retomam movimento pré-pandemia

Donos de imóveis têm concedido pequenos descontos durante venda, mas valor médio se manteve estável mesmo em período de crise

Apesar da crise econômica que assola o País devido à pandemia do novo coronavírus e da grande sequência da alta do desemprego em todo o Brasil, as imobiliárias de Santos já deram início à sua retomada econômica e restabeleceram o ritmo de atendimento a clientes similar ao que ocorria antes do início do isolamento social em março deste ano.

De acordo com dados repassados pelo Secovi-SP, o sindicato da habitação, à Agência Brasil, as transações de compra e venda de imóveis usados aumentaram 60% nas imobiliárias do estado de São Paulo durante a primeira quinzena de agosto na comparação com as duas últimas semanas de julho. O levantamento, segundo a entidade, aponta o melhor resultado desde o início de abril.

O vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, Claudio Hermolin, também afirmou que houve melhora nos números das etapas antes da compra e venda.

“Exemplo disso foi o aumento de agendamentos de visitas e de propostas recebidas pelas empresas. Se continuar nesse ritmo, acreditamos que o indicador de vendas fechadas deve se manter positivo”, afirmou.

Em contato com as imobiliárias de Santos, a reportagem do Diário do Litoral verificou que o movimento na Região também já demonstra uma ‘volta’ ao cenário anterior à pandemia que se iniciou em meados de março.

“No início nós tivemos um período bem complicado, a gente acabou não tendo aquele número que tínhamos antes, mas agora voltou a crescer e desde julho voltou a melhorar a procura e agora em agosto também está bem aquecido”, afirma Denise dos Santos, gerente da Maneco Imóveis, na Zona Noroeste de Santos.

Ela afirma que a brusca queda de procura se deu início ainda durante março e perdurou pelo menos até maio e junho. De lá, para cá, entretanto, a imobiliária voltou a ser procurada pelos clientes mesmo durante o período da alta do desemprego em todo o Brasil. Ela explica que os preços médios também se mantiveram estáticos, mas com algumas possibilidades de ligeira queda em certos casos.

“Continua na mesma média, mas normalmente a gente sempre consegue entrar em contato com os proprietários e conseguimos uma diminuição nos valores. Todos os bairros daqui [da Zona Noroeste] continuam bem procurados. Tendo como base julho e agosto também a gente acha que deve melhorar até o fim do ano porque está tudo reabrindo”, conclui.

A situação vivida pela imobiliária da Zona Noroeste também é muito similar à Real Imóveis, uma das maiores no setor em todo o litoral paulista.

“O mercado voltou e está eufórico porque como os dois primeiros meses de pandemia, março e abril, teve um prejuízo gigantesco então represou porque o mercado imobiliário, que é a terceira maior necessidade do ser humano, mesmo com a pandemia, tem sua demanda reprimida. Em maio e julho se iniciou uma retomada histórica de 30% do que era antes”, explica Lourenço Lopes, presidente da empresa.

Ele explica que em junho o movimento retornou para a casa dos 50% e afirma que dentre os dez segmentos do mercado imobiliário, aquele do qual a empresa faz parte já se encontra na casa dos 80% e a expectativa é que a marca de 100%, que simbolizaria um retorno comum das atividades econômicas, deve ocorrer durante o último trimestre de 2020, ou seja, entre outubro e dezembro.

“Se você trabalha com ‘Minha Casa, Minha Vida’ a retomada em julho foi maior do que historicamente porque estava represado. Na questão do aluguel, os dois primeiros meses tiveram queda dos valores porque os inquilinos e os proprietários negociaram, mas o desconto médio não passou de 10%. O mercado imobiliário comercial teve uma redução maior, mas também negociada com os proprietários”, finaliza Lourenço.

Assim como Denise, o presidente da Real aguarda uma retomada melhor do que aquela registrada em 2019 por causa de fatores positivos no mercado que são imóveis em estoque com bons valores, embora ele esteja mais otimista para os meses de outubro. E ele afirma que o Porto de Santos tem gerado bom movimento na compra e venda de imóveis para toda a Baixada Santista.

 


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