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Destino de ano letivo gera discussão

EDUCAÇÃO. Em um ano atípico, por conta da pandemia, especialistas analisam o que deve acontecer com os alunos da rede pública e privada ao final de 2020

Após seis meses sem aulas presenciais, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a junção dos anos letivos de 2020 e 2021, flexibilizando a aprovação escolar, especialmente nos anos finais do Ensino Fundamental (5º e 9º ano). A medida agrada a comunidade escolar, que já vinha discutindo se os alunos deveriam ser aprovados ou reprovados este ano.

Segundo especialistas, promover todos automaticamente para a série seguinte poderia deixar um vácuo de aprendizagem. Por outro lado, a anulação do ano letivo poderia gerar evasão. "É difícil dizer a melhor solução, porque vai depender de como cada país lidou com a pandemia. No caso do Brasil, a unificação dos anos letivos se mostrou uma boa alternativa, dentro do que era possível. Reprovar todos os alunos, por exemplo, geraria um aumento absurdo de evasão escolar", avalia a diretora executiva do Vozes da Educação, Carolina Campos.

Para o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP), Benjamin Ribeiro da Silva, por outro lado, as escolas particulares devem avaliar a situação caso a caso. "O grande problema das escolas particulares são os menores até 8 anos, o restante interagiu muito bem com as aulas on-line. Ainda assim, na volta às aulas, faremos uma avaliação diagnóstica e a partir daí tomaremos algumas decisões, sempre consultando a família. A tendência é a de recuperar estes alunos, inclusive com aulas de reforço no
contraturno."

Unificação dos anos.

A junção dos anos letivos é chamada de continuum pedagógico e para Carolina Campos foi uma decisão acertada. "O Conselho Nacional de Educação fez muito bem ao detalhar o continuum pedagógico trazido pela Lei 14.040/2020. Foi uma boa solução para o nosso problema, especialmente porque tivemos aulas remotas por praticamente o ano todo."

Apesar de valer para todas as redes do País, as diretrizes não são obrigatórias, ficando a critério de cada rede adotar ou não. A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, por exemplo, diz que a Pasta prepara uma primeira semana de acolhimento com palestras e ações socioemocionais para trabalhar as perdas do período, e, após a aplicação de uma prova, irá definir estratégias para as escolas. "Após conhecer quais são as principais dificuldades, os professores poderão desenvolver atividades individualizadas para reforçar o aprendizado no contraturno", informou por meio de nota.

Ensino médio.

A situação dos alunos do 3º ano do ensino médio também é uma preocupação. Pensando nisso, o Conselho autorizou a criação de um ano letivo suplementar opcional, o que será adotado pela rede estadual paulista. "A medida visa contribuir com a formação integral dos alunos e apoiá-los no ingresso ao ensino superior, se assim desejarem", diz a Secretaria de Educação do Estado. (Gladys Magalhães)

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