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Joias apreendidas durante operação da PF em SP nesta quinta; elas foram encontradas em escritório de um dos alvos
Joias apreendidas durante operação da PF em SP nesta quinta; elas foram encontradas em escritório de um dos alvos
Foto: DIVULGAÇÃO/PF E RECEITA FEDERAL

PF faz operação contra esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

Alvo da operação, que começou em 2018, são auditores fiscais suspeitos de cobrar propina para alterar multas aplicadas pela Receita a grandes empresas; mandados são cumpridos em SP e RJ

Nesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) realiza três novas fases de uma megaoperação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção por meio de uma série de empresas de fachada. As investigações e as operações foram iniciadas em 2018.

Segundo a PF, até o começo da tarde desta quinta-feira eram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em empresas e escritórios dos investigados e de pessoas ligadas a diferentes organizações criminosas. As ações ocorrem nas cidades de São Paulo, Barueri, Jundiaí, Santo André e no Rio de Janeiro.

Ainda segundo a Polícia Federal, a ação tem como alvo um grupo criminoso comandado por auditores fiscais da Receita Federal. Os servidores são suspeitos de cobrar propina para alterar multas aplicadas pela Receita contra grandes empresas.

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Dos três auditores, dois são aposentados, sendo que um deles reside fora do Brasil. O terceiro foi afastado das funções por conta das investigações. Um dos alvos tentou jogar dois computadores no lixo após a chegada da polícia.

O objetivo da operação é obter provas adicionais das operações fraudulentas utilizadas para esconder sonegações fiscais, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa.

ESQUEMA

A operação desta quinta é um desdobramento da Operação Descarte, iniciada em março de 2018. Na época, a PF identificou uma organização criminosa responsável por esquemas para sonegação tributária, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Os recursos seriam distribuídos entre as várias empresas fantasmas participantes do esquema, controladas pelos operadores, e depois transferidos para empresas fantasmas controladas por doleiros, que devolveriam o dinheiro em espécie (após descontadas as suas comissões) aos referidos operadores.

O dinheiro seria retirado pelos agentes públicos em parcelas, na sede da organização criminosa.

A operação identificou que os operadores envolvidos também eram os autores de outros esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro, em operações que ainda estão sendo investigadas. Foram abertos 275 procedimentos fiscais e lavrados Autos de Infração na ordem de R$ 980 milhões.

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