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João Doria, governador do estado de São Paulo
João Doria, governador do estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Governo de SP

Governo de SP não divulga nº de casos e mortes da Covid-19 há 3 dias

Pelo ritmo de crescimento das vítimas fatais nas últimas semanas, o Estado deveria chegar a 40 mil óbitos causados pela doença nesta segunda-feira

O governo de São Paulo não divulga os novos casos de infecções e de mortes pela Covid-19 desde sexta-feira (6). Os dados, desde então, permanecem como 1.125.936 infectados no Estado e 39.717 mortes causadas pela doença. Pelo ritmo de crescimento das vítimas fatais nas últimas semanas, o Estado deveria chegar a 40 mil óbitos causados pela doença nesta segunda-feira.

Segundo informação da Secretaria de Estado da Saúde de sexta e de sábado (7), "não foi possível fazer a extração diária dos dados de COVID-19 por problemas apresentados nos sistemas oficiais do Ministério da Saúde (MS)". No domingo (8) e nesta segunda-feira, porém, não houve nenhuma nova informação do governo estadual sobre a demora na atualização.

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Desde o início da pandemia, o governo paulista não havia ficado três dias consecutivos sem atualizar os dados em relação ao novo coronavírus.

Após contato da reportagem da Gazeta, às 18h de hoje, a assessoria de imprensa da secretária da Saúde informou que deve ser publicado algo ainda na noite desta sexta sobre o assunto. Ainda não se sabe se o número de casos e óbitos ou se alguma justificativa para não anunciarem os dados.

Vacina.

Em entrevista coletiva concedida na sede do Instituto Butantan, em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) anunciou no início da tarde desta segunda-feira que as primeiras 120 mil doses da vacina Coronavac chegam da China a São Paulo no dia 20 de novembro. Segundo ele, até 30 de dezembro o Instituto Butantan receberá 6 milhões de doses.

“A Anvisa já havia autorizado, e agora as autoridades sanitárias da China também deram autorização para a importação pelo Instituto Butantan de 6 milhões de vacinas, sendo que as primeiras 120 mil doses chegam em 20 de novembro no aeroporto internacional de Guarulhos. As doses virão em lotes, e em até 30 de dezembro nós teremos as 6 milhões de vacinas em São Paulo”, disse o governador.

Ele também anunciou que chegarão insumos da vacina, “que representam mais 40 milhões de doses da vacina”.

Além disso, o tucano disse que o Instituto Butantan iniciou em 2 de novembro a construção de uma fábrica para a produção da vacina Coronavac, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, que será montada na própria sede do instituto.

Essa nova fábrica terá 10 mil metros quadrados de área e capacidade de produzir 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 por ano. A previsão do governo do Estado é que a fábrica comece a operar em setembro de 2021.

“Hoje é um dia histórico para São Paulo e para o Brasil com o início das obras dessa nova fábrica da vacina do Butantan contra a Covid-19, em conjunto com o laboratório Sinovac. É um passo fundamental que consolida ainda mais o Instituto Butantan e o Brasil na liderança mundial no desenvolvimento e inovação tecnológica para a produção de vacinas”, disse o governador.

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