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Uma das linhagens foi constatada exclusivamente no Brasil, enquanto a outra foi identificada no Brasil quanto nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Chile
Uma das linhagens foi constatada exclusivamente no Brasil, enquanto a outra foi identificada no Brasil quanto nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Chile
Foto: Martin Sanchez/Unsplash

São Paulo confirma primeiro caso de reinfecção por coronavírus

Paciente é uma mulher de 41 anos, residente de Fernandópolis, que testou positivo para doença em junho e em novembro; vírus identificados são de linhagens diferentes

O governo de São Paulo confirmou o primeiro caso de reinfecção por coronavírus. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16).

A paciente tem 41 anos, mora em Fernandópolis, no interior de São Paulo, e testou positivo para a doença em junho. Em novembro, 145 dias após o primeiro diagnóstico, ela voltou a testar positivo. Todos os testes foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz de São José do Rio Preto.

"O caso apresentou todos os critérios estabelecidos em nota técnica do Ministério da Saúde para confirmação de reinfecção", informa o governo estadual.

O Laboratório Estratégico do Instituto Central, localizado na capital paulista, fez o sequenciamento do genoma completo e identificou que se tratam de duas linhagens distintas do vírus, o que pode justificar a reinfecção.

Uma das linhagens foi constatada exclusivamente no Brasil, enquanto a outra foi identificada no Brasil quanto nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Chile. A informação é baseada em sequências comparadas com o banco de dados online e mundial GISAID (Global Initiative on Sharing All Influenza Data) – Iniciativa Global de Compartilhamento de Todos os Dados sobre Influenza, em tradução livre.

No Brasil

No último dia 9, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de reinfecção no Brasil. A paciente é uma médica de 37 anos que mora em Natal, mas trabalha na Paraíba. A primeira infecção aconteceu em junho.

A identificação do caso foi feita pelos governos do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que usaram o método da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por sequenciamento genético para confirmar que a mulher foi infectada por duas linhagens diferentes do vírus.

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