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Para Camilla Clemente a empresa ganhou em produtividade
Para Camilla Clemente a empresa ganhou em produtividade
Foto: DIVULGAÇÃO

Mais de meio milhão de paulistas já retornaram ao trabalho presencial

Pesquisa revela que maior parte dos trabalhadores prefere trabalho presencial ao home office; empresas contam as suas experiências e advogada ouvida pela Gazeta explica o que pode ou não pode na volta ao escritório

O número de trabalhadores no Estado que segue atuando de forma remota, vem diminuindo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio de 2020, 3,1 milhões de paulistas trabalhavam de casa, número que caiu para 2,5 milhões, em novembro.

Entre os motivos para o retorno presencial estão a cultura da empresa e a produtividade. "Durante os seis primeiros meses da pandemia, colocamos todos os colaboradores trabalhando remotamente para preservá-los. Acontece que muitos demonstraram desconforto, pois não tinham em casa estrutura física e tecnológica para manter o rendimento. No retorno parcial, priorizamos esse pessoal e, com isso, ganhamos melhora na produtividade e energia focada no trabalho. Importante dizer que esse retorno foi conversado e contou com a participação de todos no processo", relata Camilla Clemente, diretora de Produtos, Marketing e UX da ConsigaMais , fintech de crédito consignado privado, com sede na Barra Funda.

Outra empresa que optou pela volta presencial foi a NürnbergMesse Brasil, uma das maiores promotoras de eventos do mundo, com sede brasileira em São Paulo e matriz na Alemanha. Segundo o CEO da companhia, João Paulo Picolo, a motivação para o retorno presencial está conectada com o propósito da empresa.

"Acreditamos na força que tem a relação interpessoal. Mas, antes de tomar qualquer decisão, fizemos uma pesquisa interna para entender se as pessoas gostariam de voltar ao escritório e a resposta foi positiva. Foi aí que decidimos de fato abrir a possibilidade de retorno. Pessoalmente, gosto muito de ver as pessoas, acredito que traz uma energia diferente para o dia a dia", argumenta Picolo.

Mais de 50% prefere trabalho presencial

No Brasil, ainda conforme o IBGE, quase 1,5 milhão de trabalhadores já voltaram para a empresa e, segundo pesquisa do Imovelweb, 53% dos trabalhadores prefere o escritório ao home office.

O coordenador de RH Eduardo Valente, 26 anos, é uma dessas pessoas. "Eu fiquei trabalhando de casa, de março a julho. Hoje, vou quatro vezes por semana ao escritório e me sinto muito bem voltando, pois gosto de ver e estar com pessoas e, hoje, quando a equipe se vê pessoalmente, eu sinto que todos estão mais próximos e empáticos."

Home office vai ficar.

Ainda que os brasileiros estejam voltando e até prefiram o trabalho presencial, a maior parte dos lideres acredita que o home office veio para ficar e que o futuro reserva um modelo de trabalho híbrido. "Compreendi o home office e seus benefícios. Sem dúvida, as pessoas ganham mais qualidade de vida (...). O home office já era uma realidade para muitas empresas e, agora, aquelas que não tinham vão passar a adotar mesmo após a pandemia. Nós somos um exemplo desse caso. Eu não acho que o físico vai desaparecer ou perder força. Pelo contrário, acredito que o físico vai ganhar ainda mais relevância quando acontecer. Acredito que os encontros pessoais vão se tornar mais especiais. Espero ver os dois modelos caminhando juntos", finaliza Picolo.
(Gladys Magalhães)

 

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