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Percentual de famílias brasileiras endividadas encerrou 2020 no maior patamar dos últimos 11 anos
Percentual de famílias brasileiras endividadas encerrou 2020 no maior patamar dos últimos 11 anos
Foto: Pressmaster

2021: ainda dá tempo de reorganizar as finanças; veja dicas de especialista

Vontade, decisão e controle são palavras-chaves para quem quer fazer uma correção de rota na vida financeira, diz o planejador Sérgio Biagioni Junior

O percentual de famílias brasileiras endividadas encerrou 2020 no maior patamar dos últimos 11 anos, em 66,5%, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ainda conforme a pesquisa, o percentual de famílias inadimplentes chegou a 25,5% no ano passado, enquanto que aqueles que diziam não ter condições de pagar as contas em atraso, somaram 11% em 2020. Nos dois casos, os percentuais foram maiores do que no ano anterior, de 24% e 9,6%, respectivamente.

Entre as explicações para um cenário tão desolador, obviamente, está a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Porém, a falta de intimidade do brasileiro com a educação financeira também impacta nos sucessivos destaques negativos, quando o assunto é dinheiro. “A pandemia que, infelizmente, ainda não acabou, já nos deixa uma lição: a importância das pessoas possuírem sempre uma reserva financeira de segurança, equivalente, no mínimo, à seis vezes os gastos e despesas mensais da família”, destaca o planejador financeiro pessoal Sérgio Biagioni Júnior.

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Sérgio Biagioni Júnior, planejador financeiro pessoal

Organizando as finanças

Ainda que as principais contas do ano já tenham ficado para trás, como matrícula escolar, IPVA e IPTU, segundo Biagioni, “sempre é tempo para se colocar as finanças em dia, para isso, basta que haja vontade, decisão e controle.”

O primeiro passo é fazer uma lista honesta com todas as despesas mensais, independente do que é essencial ou supérfluo. Um orçamento mensal, diz o planejador, é muito parecido com o balanço de uma empresa. “De um lado estarão todas as receitas, ou seja, tudo aquilo que mensalmente entra de dinheiro na vida daquela pessoa ou família (salário, renda de aluguel, recebimento de pensão, horas-extras, bônus). De outro lado, devem ser consideradas todas as despesas (água, energia, alimentação, prestações, impostos, educação, medicação, saúde). Montada esta planilha com todas as entradas e saídas, fica fácil identificar se sobra ou falta dinheiro. Quando sobra, hora de procurar produtos financeiros para investir o recurso que sobrou. Quando falta, infelizmente, recursos de terceiros serão necessários para fechar as contas mensais”, explica.

Feito isto, é hora de analisar despesa a despesa e verificar o que de fato pode ser reduzido, ou precisa ser excluído para que as contas voltem ao normal.

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Dívidas

Se a família está endividada, a prioridade deve ser o pagamento das dívidas. Dessa forma, o primeiro passo é procurar a instituição financeira credora para entender e atualizar o saldo das contas, além de verificar se há condições favoráveis para liquidação à vista com desconto ou parcelamento com prazos e taxas que se enquadrem à realidade financeira atual.

“Não caia na pressão psicológica dos bancos, para re-parcelar a dívida em qualquer prazo ou taxa. Isto só vai aumentar o problema. O ideal é identificar entre as dívidas em atraso, as que possuem maior taxa de juros, pois sem dúvida são elas que estão aumentando o “bolo” do valor em atraso”, aconselha Biagioni.

Poupança

Com as dívidas em ordem, é hora de começar a poupar. O planejador lembra que, ao contrário do que muitos fazem, o ideal é separar o dinheiro da reserva assim que se recebe o pagamento e não ao contrário, isso evita que o valor seja consumido em outras contas e gastos por impulso.

“A primeira pessoa que você deve pagar é você mesmo. Afinal, foi você quem trabalhou duro, suou e correu para ganhar este dinheiro, então, natural que esteja em primeiro lugar para receber sua parte”, finaliza.

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