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Profissional da saúde manipula doses da CoronaVac em Serrana, no interior de São Paulo; cidade vacinou toda a sua população
Profissional da saúde manipula doses da CoronaVac em Serrana, no interior de São Paulo; cidade vacinou toda a sua população
Foto: BUTANTAN/DIVULGAÇÃO

Após vacinação em massa, Serrana vê sinais de queda em casos graves da Covid-19

Em dez dias, número de pacientes atendidos por UPA caiu 55%, e proporção de pessoas com complicações é sete vezes menor, segundo autoridades locais

Perto do encerramento de uma campanha de vacinação em massa inédita em todo o País, autoridades e especialistas em saúde de Serrana, no interior de São Paulo, relatam os primeiros sinais de queda na demanda por atendimentos e na incidência de casos graves entre moradores que contraíram o coronavírus. Os casos caíram cerca de 55%.

A Vigilância Epidemiológica do município informa que esse contexto de mudança, embora ainda não possa ser diretamente associado à imunização promovida pelo projeto do Instituto Butantan, é reforçado pela ausência de pacientes intubados na unidade de Pronto Atendimento (UPA) desde o fim de semana.

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"No início da pandemia, estávamos com uma demanda grande de casos que complicavam e evoluíam para um tubo [intubação]. (...) Com o início da vacinação – e agora já estamos na segunda fase da segunda aplicação da vacina –, temos notado que as pessoas que se vacinaram também estão sendo acometidas com Covid, mas com gravidade leve", disse o enfermeiro responsável da UPA, Thiago Bueno ao “G1”.

O enfermeiro complementou dizendo que os casos não evoluem para uma internação. "O paciente que chega aqui, medicamos. Ele se estabiliza com as medicações e é liberado para casa. Ou seja, não evolui para um tubo, não evolui para uma UTI. Nós temos observado a mudança nesse perfil”, diz Thiago Bueno.

A Vigilância Epidemiológica de Serrana estima que a média diária de pessoas atendidas na UPA, local de triagem e regulação dos moradores do município, caiu 55% em dez dias: de 90 foi para cerca de 40 a média de pacientes com suspeita ou diagnosticados com alguma necessidade médico-hospitalar.

Sem associar aos efeitos da imunização, o órgão também apontou que a proporção de casos graves foi sete vezes menor: antes chegavam a 70%, e hoje representam 10%. Já os casos leves e moderados, que eram 30%, passaram a responder por 90%, segundo Glenda Renata de Moraes, chefe da divisão.

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