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Cabo da Polícia Militar de SP
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Foto: Reprodução

Polícia desmonta quadrilha de falsos médicos que atuava no litoral de SP

Ao menos oito pessoas foram presas por suspeita de exercício irregular da medicina; quadrilha se concentrava em Peruíbe-SP

Em uma operação realizada na última segunda-feira (27), a Polícia Civil de São Paulo desmantelou uma quadrilha de falsos médicos que atuava na Baixada Santista, litoral de São Paulo. Oito pessoas foram flagradas por suspeita de exercício indevido da medicina.

Os agentes envolvidos na operação, batizada de "Médico Fantasma", cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos de chefiar o grupo nas cidades de São Bernardo do Campo e Barueri, na Grande São Paulo, e na capital do estado. Foram apreendidos documentos relacionados a quadrilha, um notebook e as quantias de US$ 1.685, 140 pesos bolivianos e R$ 350. 

As investigações indicaram que dois médicos chefiavam a quadrilha. O esquema funcionava da seguinte maneira: eles procuravam por municípios que tinham necessidade de profissionais que atuavam no setor de emergência da área da saúde, ofereciam os serviços e eram contratados. 

Entretanto, os falsos médicos usavam documentos de profissionais credenciados e regularizados, porém, que nunca atuaram na cidade em que os suspeitos foram contratados. Segundo a polícia, esses profissionais regularizados nem faziam ideia de que seus registros estavam sendo usados de forma irregular. 

A quadrilha passou a ser rastreada após a apuração de uma denúncia recebida pelos agentes da equipe de investigação da Delegacia Sede de Peruíbe, em 2020. Tal queixa conta de que um morador reclamou de um falso médico que atuou na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Peruíbe, em 2015. 

Esse falso médico usava o CRM (registro profissional) de um médico credenciado. Ficou constatado que a administração municipal pagou cerca de R$ 144 mil para o suspeito. A Prefeitura de Peruíbe não foi localizada para comentar o assunto até a conclusão desse texto. Segundo um funcionário que atendeu o telefone, o atendimento é feito apenas até as 16h. 

Foi a partir deste caso que a polícia identificou se tratar de uma quadrilha. Ao menos oito pessoas sem registro de médico estariam envolvidas.

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