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Membros do Ministério da Saúde disseram que o ataque não tem atrapalhado o trabalho operacional
Membros do Ministério da Saúde disseram que o ataque não tem atrapalhado o trabalho operacional
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Governo adia início de quarentena a viajantes

APÓS ATAQUE HACKER. Ministério da Saúde sofreu um ataque hacker nesta sexta; medidas para quarentena de não vacinados foram adiadas para dia 18 de dezembro

Após o ataque hacker ao Ministério da Saúde, o governo Bolsonaro vai adiar em uma semana a aplicação das novas regras para o ingresso de viajantes no Brasil. As medidas entrariam em vigor neste sábado (11).

Entre elas estão a exigência de quarentena de cinco dias para não imunizados que chegarem em voos internacionais e a apresentação de comprovante de vacinação ou teste negativo na fronteira terrestre.

A decisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (10) e se dá como consequência do ataque nos sistemas do ministério. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo da Saúde, Rodrigo Cruz.

"Por precaução, a gente vai publicar uma portaria hoje postergando por sete dias o início da vigência das regras que estão postas e iniciariam amanhã", disse a jornalistas. Segundo o secretário, o objetivo é não prejudicar brasileiros que estão fora do país e pretendem
retornar. 

A medida tomada para evitar o avanço do ômicron, nova variante de preocupação, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), foi anunciada pelo governo nesta semana.

Agora, passará a valer em 18 de dezembro. A portaria com o adiamento deveria ser publicada, em edição extra do Diário Oficial da União, nesta sexta.

Segundo o secretário, os técnicos da pasta estão trabalhando para restabelecer os dados e alguns sistemas já voltaram ao normal.

Segundo a reportagem apurou, ainda que o Ministério da Saúde tenha backup dos dados, é possível que nem todos os dados estivessem atualizados no backup. Assim, neste momento, o governo está fazendo uma espécie de "varredura" para ver se algum dado foi perdido.

Membros do Ministério da Saúde disseram que o ataque não tem atrapalhado o trabalho operacional da pasta, tendo em vista que não dependem dos sistemas afetados para realizar o trabalho do dia a dia.

O ataque comprometeu temporariamente alguns sistemas da pasta, como o e-SUS Notifica, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI), ConecteSUS e funcionalidades como a emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19 e da Carteira Nacional de Vacinação Digital, que estão indisponíveis no momento.

O site do Ministério da Saúde saiu do ar na madrugada desta sexta. Ao tentar acessar o portal, usuários encontraram um recado afirmando que os dados do sistema haviam sido copiados e excluídos e estavam nas mãos do grupo invasor.

"Nos contate caso queiram o retorno dos dados", diz a mensagem.

Minutos depois, o recado desapareceu, mas o site continuou fora do ar. A plataforma Conecte SUS, que fornece o certificado nacional de vacinação, também saiu do ar.

Acesse o site da Gazeta para ler a matéria completa. (FP)

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