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BLOQUINHOS DE RUA 2023

Carnaval: Blocos dizem que Prefeitura de SP ainda não organizou banheiros e coletas

No início deste mês, o mesmo grupo já havia publicado uma carta em que acusava a gestão municipal de abandono, falta de planejamento e ausência de diálogo

MÔNICA BERGAMO - Folhapress

Publicado em 08/02/2023 às 18:41

Atualizado em 08/02/2023 às 18:51

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Desta vez, os blocos ainda questionam um dado apresentado pela Prefeitura de que a realização do Carnaval foi discutida diretamente com os blocos ao longo de 25 reuniões / GILDSON DI SOUZA/SECOM

Um grupo formado por associações e coletivos de blocos de rua do Carnaval de São Paulo voltou a tecer duras críticas contra a prefeitura e a Secretaria Municipal de Cultura da Capital. Por meio de nota, eles afirmam que a pouco mais de uma semana para o início da folia há dúvidas sobre trajetos, localização de banheiros e gestão de resíduos durante os cortejos.

No início deste mês, o mesmo grupo já havia publicado uma carta em que acusava a gestão municipal de abandono, falta de planejamento e ausência de diálogo. "Nos preocupa o atraso absurdo das campanhas de conscientização sobre saúde, assédio e segurança para todos os corpos, além da falta de políticas de mediação de impactos negativos na cidade", afirmam no novo documento.

Desta vez, os blocos ainda questionam um dado apresentado pela Prefeitura de que a realização do Carnaval foi discutida diretamente com os blocos ao longo de 25 reuniões, sugerindo que houve, sim, diálogo.

"Queremos enfatizar que número de reuniões não significa comunicação direta e transparente", afirmam os coletivos. "Sobraram falas de ameaças e decisões autoritárias de mão única sobre horários e trajetos", seguem.

Procurados pela coluna, o Executivo municipal e Secretaria da Cultura afirmam que muitos dados sobre a folia ainda não puderam ser divulgados "devido à complexidade do evento" e a alterações que ainda estão sendo realizadas. Dizem, ainda, que o município tem buscado diálogo diário junto aos blocos.

"A prefeitura trabalha em um esforço intersecretarial e com apoio da Polícia Militar (PM) para proporcionar a melhor festa para todos. As secretarias envolvidas estão fazendo a sua parte para garantir o sucesso dessa celebração", afirmam, em nota.

A gestão municipal cita como exemplo de escuta o fato de ter reavaliado a inclusão de blocos que não estavam inscritos no Carnaval de Rua de 2023 e manifestaram seu interesse de forma tardia.

"A medida foi tomada em conjunto com as diversas pastas da Prefeitura de São Paulo e do estado, levando em conta a importância dos blocos e de todas as manifestações culturais, além de considerar que estamos há dois anos sem os blocos de rua."

Para as associações e coletivos de blocos de rua do Carnaval de São Paulo, no entanto, os canais de comunicação criados pela prefeitura -como o Comitê de Participação Social- não foram suficientes.

"Não houve explicações a contento sobre os critérios de composição desse comitê, nem respeito aos convocados, que foram informados sobre seu caráter não deliberativo (caráter consultivo)", diz a carta.

Os signatários ainda questionam o fato de o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), supostamente ter agradecido "múltiplas vezes" a patrocinadores do Carnaval paulistano e deixado de mencionar a importância dos blocos em suas falas públicas.

Eles criticam também a secretária de Cultura de São Paulo, Aline Torres, afirmando que a titular da pasta não tem atendido às suas demandas. "É mais fácil um jornalista falar com a senhora do que um organizador de bloco", dizem. Em seguida, contemporizam: "Não queremos estar em lados opostos, não é de nosso interesse, e não é bom para a cidade de São Paulo."

A carta é assinada pelos coletivos Fórum dos Blocos, Comissão Feminina do Carnaval de Rua, Arrastão dos Blocos, Associação das Bandas Carnavalescas de São Paulo (Abasp), União dos Blocos de Carnaval de Rua do estado de São Paulo (Ubcresp), Ocupa o Carnaval e TremeSP - União dos Blocos de Música Eletrônica da Cidade de São Paulo.

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