‘Chegou a hora de agir’, diz chefe de Departamento da Prefeitura

Ano de 2024 será de engajamento da comunidade na agenda da ONU, com a participação do Diário

Fábio Tatsubô é chefe do Departamento de Política dos ODSs da Prefeitura

Fábio Tatsubô é chefe do Departamento de Política dos ODSs da Prefeitura | Nair Bueno/DL

De 2016 até 2022, o Departamento de Política dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Prefeitura de Santos se concentrou em buscar soluções de governança. Afinal, era preciso criar uma interlocução entre todas as secretarias e departamentos da Administração Municipal com foco nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). Em 2023, a missão foi conectar poder público com universidades, entidades e empresas da Cidade. Era necessário arquitetar um diálogo com a sociedade organizada, de olho no conjunto de políticas públicas prescritas pela Organização das Nações Unidas. A meta é a promoção do desenvolvimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental até 2030.

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Agora, em 2024, chegou a hora de engajar toda a comunidade nos ODSs. Mais do que isso, é hora de agir!

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E a agenda elaborada pelo Departamento de Política dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável começa no próximo dia 30, com o lançamento do Movimento ODS Santos 2030, na Associação Comercial (ACS).

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Em fevereiro, o planejamento inclui a construção coletiva do Programa Jovens Embaixadores do Clima. O Programa é fruto de parcerias com a ACS Jovem, Coordenadoria e Conselho municipais da Juventude, Rotaract, Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz (Umapaz), instituição pública que oferece atividades e cursos de formação na área ambiental.

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Em março e abril, o Departamento de Política dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se dedicará à produção da primeira Virada ODS, que promete uma programação semelhante à já conhecida Virada Cultural. Porém, a ‘pegada’ será voltada exclusivamente à conscientização sobre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. O evento deve ser realizado em parceria com a Prefeitura de São Paulo, em junho.

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Em junho, como parte das comemorações pelos 100 anos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), totens devem ser instalados em pontos da Cidade para ampliar a interlocução do cidadão com a agenda ambiental, social e de governança.

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Junho também marcará o lançamento do Concurso Boas Práticas ODS, em parceria da Prefeitura com o Diário do Litoral e a Strong Business School da Fundação Getúlio Vargas em Santos. Durante o mês, acontecerá ainda o Hackathon, que é uma maratona de programação na qual hackers se reúnem para explorar dados abertos, discutir novas ideias e desenvolver projetos de software. O evento terá o apoio da Autoridade Portuária de Santos. Já a Game Jam está prevista para agosto.

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Em setembro, acontecerá a principal agenda do ano, a Global Week ODSs. A expectativa do Departamento de Política dos ODSs é que Santos abrigue três mil ações simultâneas ao longo da semana. A título de comparação, em 2023, a Cidade promoveu 400 ações durante a Global Week. Isso representou quase a metade das iniciavas realizadas em todo o País. Esse engajamento fez de Santos o município com mais ações ODS na América do Sul na edição passada.

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Em dezembro, o Paço Municipal deverá abrigar a Exposição Eco Mundo. Durante o mês também serão definidas as metas do Programa de Participação nos Resultados (PDR) para 2025.

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Implementado na Prefeitura de Santos em 2013, o PDR é o principal mecanismo para medir e estimular eficiência no serviço público. Na prática, são contratos anuais firmados por cada secretaria municipal estabelecendo metas a serem atingidas no ano seguinte. Cumpridas essas metas de governança, cada servidor daquela secretaria que atingir notas 9 ou 10 recebe meio piso salarial de premiação. Os dados ficam disponíveis para consulta no Portal da Transparência.

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LIÇÃO DE CASA.

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“Primeiro, aprimoramos a governança. E isso melhorou o gasto e a eficiência do serviço público”, resume Fábio Tatsubô, chefe do Departamento de Política dos ODSs da Prefeitura. Essa fase passou pela reunião de dados e indicadores.

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“Agora, nosso maior desafio é que a sociedade seja protagonista nas ações porque isso impacta a qualidade de vida do cidadão. Quanto mais organizada, engajada e conectada (a comunidade), mais eficiente é a promoção da inclusão, da sustentabilidade e da governança”, completa Tatsubô.

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Até 2022, Santos ostentava sete bandeiras vermelhas, o que indicava situação insatisfatória em sete dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Em 2023, já eram apenas três as bandeiras vermelhas.

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“As pessoas são parte do problema. Mas, se elas agirem, passam a fazer parte da solução”, incentiva o chefe do Departamento de ODSs de Santos. “E, falar que faz, não é suficiente”, refle Tatsubô.

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“A mudança climática está aí, não dá mais para esperar. E vai sair caro para quem tem menos e precisa mais”, conclui “, conclui o chefe de Departamento da Prefeitura.