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Colheita de café em SP

Colheita de café no maior cafezal urbano do mundo reúne famílias em São Paulo

Evento marcou a abertura oficial da safra do café, que prossegue até a primavera, distribuindo sabores, aromas, colorido e riquezas por todo o Estado   

Nilson Regalado

Publicado em 28/05/2024 às 15:47

Atualizado em 28/05/2024 às 16:11

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Colheita do Café Instituto Biológico / Rodrigo Pivas/Gazeta de S.Paulo

A abertura oficial da colheita de café no maior cafezal urbano do mundo reuniu famílias na Vila Mariana, São Paulo. Localizado próximo à Avenida 23 de Maio, o cafezal mantido pelo Instituto Biológico está em produção há 70 anos. Todos os grãos colhidos durante o evento Sabor da Colheita são revertidos para obras sociais pelo Fundo Social de Solidariedade do Estado.

Maior cafezal urbano do mundo

Com uma área do tamanho de um campo de futebol, a colheita dos 1.536 pés de café Catuaí e Mundo Novo rendeu cerca de 500 quilos de pó. A atividade envolveu grupos de 30 pessoas, incluindo crianças, adultos e idosos. O evento também contou com oficinas sobre o preparo criativo da bebida e sustentabilidade.

Plantado na década de 1950 junto ao edifício-sede do Instituto Biológico, o cafezal tinha originalmente cerca de 2.500 pés. O objetivo era servir à pesquisa científica e, também, preservar a memória da instituição. Hoje, a lavoura ocupa uma área com dez mil metros quadrados e possui 1.536 pés de Coffea arábica, nas variedades Mundo Novo e Catuaí.

Atualmente, seu propósito maior é didático, histórico e cultural, destinando-se às pessoas que desejam conhecer uma plantação de café, sua história e outras particularidades, além dos princípios das boas práticas agrícolas.

Sabor da colheita

Desde 2006, entre os meses de maio e junho, é realizado o evento Sabor da Colheita. Na prática, essa agenda é um ato simbólico que marca o início da safra do grão no Estado. Importante opção de turismo na Cidade, o cafezal do Instituto Biológico forma uma grande área verde no centro da Capital.

Breve história do café no Brasil

No século XVIII, o café era um bem precioso guardado a sete chaves pelos países que o possuíam. Portugal só conseguiu acesso ao produto em 1727, graças a uma operação sigilosa comandada pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que trouxe mudas da Guiana Francesa para o Brasil. Essas mudas foram plantadas inicialmente no Pará e, a partir daí, o café se espalhou por vários estados.

O grão chegou a São Paulo pelo Vale do Paraíba em 1806, criando rapidamente a casta dos 'barões do café' com seus casarões suntuosos. Em 1849, o Brasil já era o maior produtor mundial dessa cultura.

No início do século XIX, os grandes produtores, os 'barões do café', exerciam grande influência política no Estado. Para atender às necessidades técnicas desse grupo, foi criado o Instituto Biológico em 1927. Na metade da década de 1950, foram plantados cerca de 2.500 pés de café junto ao edifício-sede do Instituto, para servir à pesquisa científica e preservar a memória histórica da instituição.

Visitas 

O Cafezal do Instituto Biológico pode ser visitado inclusive em outras épocas do ano, mediante agendamento via [email protected].

 

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