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POLÍTICA

Desistência da pré-candidatura de Doria é comemorada por vereadores de Taboão da Serra

Ex-governador de São Paulo anunciou a decisão nesta última segunda-feira (23)

GSP e O Taboanense

Publicado em 25/05/2022 às 16:58

Atualizado em 25/05/2022 às 17:55

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O vereador Enfermeiro Rodney durante sessão da Câmara Municipal de Taboão da Serra / DIVULGAÇÃO / RICARDO VAZ / IMPRENSA CMTS

A notícia da desistencia da pré-candidatura de João Doria à presidenciais foi comemorada durante a sessão de terça-feira (24), na Câmara Municipal de Taboão da Serra. Diversos vereadores subiram na tribuna para “agradecer” o ex-governador de São Paulo por ter desistido - inclusive parlamentares do PSDB.

O vereador Rodney (Podemos), um dos maiores críticos de Doria na Câmara Municipal de Taboão da Serra, disse que o ex-governador “experimentou do próprio veneno” ao ser traído pelo PSDB e ter sua pré-candidatura naufragada.

Rodney foi irônico ao comentar a desistência de Doria: “Já vai tarde, calça apertada. Demorou para você declinar diante de todos esses desmandos que você fez na frente do Governo do Estado de São Paulo. Vou te parabenizar com uma salva de palmas pela sua desistência”, afirmou o vereador.

O presidente da Câmara Municipal de Taboão da Serra, Carlinhos do Leme (PSDB), disse que o Brasil não precisa de “pessoas dessa qualidade que sobe pisando na cabeça de outras pessoas. A lei do retorno chegou e chegou cedo demais”, disse.

Carlinhos do Leme ainda disse que “O que ele [Doria] fez com outros políticos que confiaram nele, acabou acontecendo com ele. Pediu renuncia do cargo e quando estava se preparando para uma pré-campanha teve o que ele sempre fez, uma traição. Como ele traiu o ex-governador Alckmin, o ex-governador Marcio França”.

Já o vereador André Egydio (Podemos) afirmou que Doria fez um péssimo governo a frente do Estado e não teria nenhuma chance na disputa pela presidência. “Ele queria fazer a última traição, com o Rodrigo Garcia. Ele não teve outra saída a não ser tomar do próprio veneno”.

O vereador Anderson Nóbrega criticou o PSDB e também o ex-governador Doria. “Ele sofreu aquilo que fez para muita gente. O PSDB mostra mais uma fraqueza, traiu o traidor. Esse partido a cada dia mais se apequena. Temos quatro vereadores aqui, mas quando a lei permitir não vão mais fazer parte da legenda. O PSDB está ficando cada vez menor, aqui [Taboão da Serra], no Estado e no país”.

Desistência

Em pronunciamento feito nos Jardins, na capital paulista, e transmitido pelas redes sociais, Doria informou que, apesar de ter sido escolhido nas prévias do PSDB como pré-candidato à presidência da República pelo partido, ele entendeu que não era “a escolha da cúpula do PSDB”.

“Aceito esta realidade com a cabeça erguida. Sou um homem que respeita o bom senso, o diálogo e o equilíbrio. Sempre busquei e seguirei buscando o consenso, mesmo que ele seja contrário à minha vontade pessoal. O PSDB saberá tomar a melhor decisão no seu posicionamento para as eleições deste ano”, completou.

Doria encerrou seu discurso agradecendo a seus apoiadores e colaboradores e destacou que é preciso uma alternativa para o que chamou de extremos. Ele não deixou claro se pretende disputar as eleições deste ano em outros cargos.

O pronunciamento de Doria ocorre às vésperas de uma reunião em que seu partido deve definir como vai se posicionar nas eleições presidenciais deste ano. Uma nota conjunta assinada pelo PSDB, MDB e Cidadania e divulgada na semana passada informou que os três partidos estudam anunciar uma candidatura única à presidência da República.

“MDB, PSDB e Cidadania têm um encontro marcado com a sua própria história e com a história do país. É a consciência do grave momento nacional, tanto do ponto de vista político-institucional, quanto econômico-social, que guiou os três partidos nas discussões sobre uma aliança do centro democrático que pudesse oferecer às brasileiras e aos brasileiros uma alternativa à polarização”, diz o comunicado.

João Doria foi prefeito de São Paulo entre 2017 e 2018, deixando o cargo para disputar o governo paulista, para o qual foi eleito. Ele assumiu o governo de São Paulo em 2019 e cumpriu seu mandato até 31 de março deste ano, quando informou que deixaria o cargo para concorrer às eleições presidenciais. Em seu lugar assumiu Rodrigo Garcia (PSDB).

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