Duas avenidas com faixa azul registram quatro mortes de motociclistas

Primeiro trimestre de 2024 em SP registrou mais mortes de motociclistas na história; faixa azul terá mais 8,1 km de extensão

Primeiro trimestre de 2024 em SP registrou mais mortes de motociclistas na história

Primeiro trimestre de 2024 em SP registrou mais mortes de motociclistas na história | Divulgação/PMSP

A avenida dos Bandeirantes e a avenida 23 de Maio registraram juntas quatro mortes de motoqueiros, três e uma, respectivamente, segundo confirmação da Prefeitura de São Paulo dada nesta quinta-feira (2).

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As faixa azuis foram implementadas na avenida dos Bandeirantes em agosto de 2022 e em janeiro de 2022 na avenida 23 de Maio, que em seu primeiro ano não registrou uma morte de um motociclista.

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Entretanto, nenhuma morte foi registrada nas novas faixas azuis. São 98 quilômetros de extensão espalhados em dez avenidas da cidade.

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Mais detalhes sobre os acidentes

Confira as datas dos acidentes segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

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Avenida dos Bandeirantes:

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  • 23 de dezembro de 2023, motoqueiro ultrapassou a via no sinal vermelho para fugir de um assalto.
  • 8 de fevereiro de 2024, acidente com vítima socorrida, mas não resistiu e morreu no mês seguinte.
  • 14 de abril de 2024, moto colidiu com dois carros, garupa morreu
  • Avenida 23 de Maio:
  • Sem data, motociclista bateu em um caminhão fora da faixa azul.

Novas faixas azuis

O primeiro trimestre de 2024 registrou 108 mortes de motoqueiros na capital paulista, o maior desde 2015, quando o governo estadual começou a coletar os dados.

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Entretanto, mais 8,1 quilômetros de faixas azuis serão implementadas na cidade, nesta quinta-feira (2). Os corredores Washington Luís e Santos Dumont, a rua Santa Eulália, na zona norte, e o túnel Ayrton Senna (sentido bairro), na zona sul, receberam as faixas.

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O que justifica o aumento das mortes

Segundo Luiz Vicente Mello, especialista em mobilidade urbana, houve um aumento na quantidade de motociclistas que trafegam por São Paulo, o que pode justificar o aumento das mortes.

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“Há vários fatores, mas um principal, que vejo claramente, é o número de emplacamento de motocicletas, que estão superando os emplacamentos de automóveis. Estamos vendo migração de pessoas que antes estavam andando de carro e passaram a andar de moto”, disse o especialista ao “G1”.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita