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FILA DA SAÚDE

Estado de SP tem 1,5 mil pessoas aguardando por cirurgias de oncologia

O Governo do Estado prometeu reduzir essa fila por meio de um novo conjunto de ações; entenda

Joe Silva, com informações do Governo do Estado

Publicado em 24/01/2023 às 16:04

Atualizado em 24/01/2023 às 16:13

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Segundo o Governo paulista, a ampliação da infraestrutura no Icesp tanto de salas cirúrgicas quanto do número de leitos possibilitará o atendimento de 1.250 novos pacientes nos próximos 12 meses / Divulgação/Governo de SP

O estado de São Paulo possui 1.536 pessoas aguardando por estas cirurgias oncológicas, segundo informações do Governo paulista divulgadas nesta terça-feira (24). Para agilizar os atendimentos atrasados, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou novas ações que visam diminuir a fila de espera.

Ainda se acordo com o Palácio dos Bandeirantes, algumas estão há até oito meses nesta espera. Para ampliar o atendimento, o governador anunciou a abertura de três salas cirúrgicas e 45 novos leitos de internação, sendo 15 deles de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade que integra o Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, e que é ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Na manhã desta terça, o governador também anunciou a ativação de outros 393 leitos ociosos do complexo HCFMUSP, sendo 349 de internação e 44 de UTI que vão colaborar para maior agilidade na assistência em diversas especialidades.

“Existem, hoje, de 7 a 9 mil leitos fechados no Estado de São Paulo, isso não é razoável, temos de apostar na reabertura desses leitos. É preciso aumentar a nossa disponibilidade e as vagas. Estamos aqui celebrando o início desse movimento.”, destacou Tarcísio.

Segundo o Governo paulista, a ampliação da infraestrutura no Icesp tanto de salas cirúrgicas quanto do número de leitos possibilitará o atendimento de 1.250 novos pacientes nos próximos 12 meses e a realização de 840 cirurgias adicionais, o que representa um incremento de 20% do originalmente previsto para o período. Esta iniciativa visa reduzir a fila atual de pacientes oncológicos no estado de São Paulo em cerca de 40%, nos primeiros três meses da ação.

Atualmente, o Instituto do Câncer conta com 445 leitos operacionais e na sua capacidade plena disponibilizará 490 leitos, sendo 85 de UTI, conforme previsto desde a sua inauguração, em 2008. Ainda segundo a gestão Tarcísio de Freitas, essa ampliação de leitos de UTI representará 20% de acréscimo sobre a oferta atual, sendo este um recurso primordial no tratamento com a mais alta complexidade em oncologia. O maior número de pacientes atendidos permitirá o aumento da oferta de tratamentos clínicos em quimioterapia (2.350 sessões) e radioterapia (2.700 sessões) e dos serviços de apoio terapêutico como exames laboratoriais e de imagem a exemplo da tomografia e ressonância magnética.

“Os pacientes oncológicos demandam muito da estrutura das unidades de internação, tanto para etapas programadas do tratamento, como as cirurgias, quanto para atender eventuais intercorrências secundárias à doença. A disponibilidade de leitos é hoje, portanto, a principal restrição na oferta da estrutura assistencial e, consequentemente, no aumento do volume de novos pacientes no Icesp. A abertura de novos leitos, principalmente os de UTI, reforça a importância deste recurso essencial para o melhor atendimento do paciente com necessidades de alta complexidade”, explica o Presidente do Conselho Diretor do Icesp, Prof. Dr. William Carlos Nahas.

Mais atendimento

Na semana passada, o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, esteve reunido com prestadores de serviços oncológicos de todo o Estado para alinhar a estratégia que fará para a fila andar. “Não podemos admitir que pessoas com câncer aguardem tanto tempo para realizar o tratamento necessário. Nossa meta é tirar essas mais de 1,5 mil pessoas da fila logo nos 100 primeiros dias de governo e para isso é essencial a participação de todos essas pessoas que estão aqui hoje, trabalhando em conjunto em prol da população de São Paulo”, afirmou o secretário.

O Hospital São Paulo, que possui gestão realizada por um conselho de representantes da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), Unifesp, Escola Paulista de Medicina e Escola Paulista de Enfermagem, foi um dos primeiros a aderir à ação e começa, ainda neste mês os atendimentos clínicos, de quimioterapia, radioterapia e cirúrgico a 690 pacientes.

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