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METRÔ DE SP

Linha 6-Laranja do Metrô: 'Tatuzão' chega à Freguesia do Ó

Linha 6-Laranja vai ligar a estação Brasilândia à estação São Joaquim; obras já tiveram uma série de atrasos e até um acidente sério

Bruno Hoffmann

Publicado em 26/01/2023 às 13:29

Atualizado em 26/01/2023 às 19:23

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Prefeito Ricardo Nunes e governador Tarcísio de Freitas nas obras da linha 6-Laranja do Metrô, na Freguesia do Ó / Ciete Silvério/Governo de SP

A máquina conhecida como “tatuzão” chegou na manhã desta quinta-feira na futura estação Freguesia do Ó, da Linha 6-Laranja do Metrô, a primeira parada do equipamento no sentido norte da Capital. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) monitoraram a ação pessoalmente.

A Linha 6-Laranja vai ligar a estação Brasilândia à estação São Joaquim, na região central da cidade. As obras se iniciaram em 2015 e, com uma série de atrasos e até um acidente grave, tem previsão para ser entregue no fim de 2025.

“A obra está com duas tuneladoras [nome técnico do tatuzão] trabalhando, uma no sentido sul e esta aqui no sentido norte. Em 20 dias, uma delas vai alcançar a futura estação Água Branca e outra está chegando na estação Freguesia do Ó”, explicou o governador Tarcísio de Freitas.

Com 10,61 metros de diâmetro, o tatuzão vai permitir a junção da estação com outros poços e estações da Linha Uni e, assim, continuar seu trajeto pelo Trecho Norte até o segundo ponto, a estação João Paulo I. Ao todo, o equipamento passará por cinco estações entre Freguesia do Ó e Brasilândia.

Nas próximas semanas, a outra tuneladora que trabalha no Trecho Sul da linha, chamada de Maria Leopoldina, deverá chegar à futura estação Água Branca, seu terceiro ponto. O equipamento abrangerá dez estações até seu ponto final, a futura estação São Joaquim.

Com 15 quilômetros de extensão e 15 estações, a expectativa é que a Linha 6-Laranja transporte mais de 630 mil passageiros por dia entre a Brasilândia e a São Joaquim.

A construção da linha teve início em 2015 e acabou parada em 2016, quando o consórcio responsável alegou que não poderia dar continuidade devido à falta de dinheiro. As obras foram retomadas em outubro de 2020, na gestão do governador João Doria (então no PSDB).

O empreendimento é uma parceria público-privada do Governo de São Paulo com a Concessionária Linha Universidade (Linha Uni). As obras estão em execução pelo braço de construção do grupo Acciona.

Após a finalização das obras, o ramal metroviário será operado pela Linha Uni por 19 anos.

Prefeitura promete investimento

O prefeito Ricardo Nunes anunciou nesta quinta que ofereceu até R$ 1 bilhão para expansão das linhas do Metrô na Capital. Segundo ele, a intenção é estender a rede metroviária até o Jardim Miriam, na zona sul da cidade.

“Já falei sobre isso com o Tarcísio e tive uma reunião com o secretário Marco Assalve. A Prefeitura de São Paulo está colocando à disposição até R$ 1 bilhão para extensão de linhas do Metrô”, afirmou o prefeito.

“A gente fez uma proposta de extensão até o Jardim Miriam, que é uma região com uma população muito grande e que a gente não tem cobertura do Metrô. Eles ficaram de estudar”, completou.

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