O presidente Lula (PT) e o deputado Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, foram multados pela Justiça eleitoral por propaganda antecipada no ato de 1º de Maio, na zona leste da Capital.
O petista terá de pagar R$ 20 mil, enquanto o valor a Boulos foi fixado em R$ 15 mil, segundo decisão do juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-S). A ação foi movida pelo Partido Novo.
O que aconteceu
No ato de 1º de Maio, realizado ao lado da Neo Química Arena, estádio do Corinthians, Lula pediu votos para Boulos, seu aliado na cidade de São Paulo.
“Eu quero dizer para vocês: ninguém derrotará esse moço aqui se vocês votarem no Boulos para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. E eu vou fazer um apelo, cada pessoa que votou o Lula em 89, em 94, em 98, em 2006, em 2010, em 2018, em 2022, dizem votar no Boulos para prefeito de São Paulo”, disse o presidente.
‘É pouco’
A pré-candidata do Novo na cidade, Marina Helena, criticou a decisão, por achar o valor baixo contra os dois políticos.
“Eu acho é pouco. O benefício eleitoral que Boulos teve vale muito mais que R$ 35 mil”, disse ela.
“Num país sério, esse caso renderia pelo menos a demissão da ministra da Cultura, por ter usado verbas da Lei Rouanet para um comício. Foram destinados cerca de R$ 250 mil da Rouanet, além de R$ 3 milhões da Petrobras. É um escândalo”, completou a economista.
Outros partidos foram à Justiça
Além do Novo, o MDB, do prefeito Ricardo Nunes (MDB), e o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil), também pré-candidato na Capital, buscaram a Justiça após o episódio.
Já Tabata Amaral (PSB) disse que ainda iria se reunir com a equipe jurídica para decidir o que faria, mas acabou não entrando com qualquer ação contra o presidente e o psolista.
