Mercado de trabalho do ABC cria 146 vagas com carteira assinada em janeiro

Saldo sugere desacele­ração do ritmo de geração de postos de trabalho formais

ABC cria 146 vagas com carteira em janeiro

ABC cria 146 vagas com carteira em janeiro | Aldo Tizzani/

O mercado de trabalho com carteira assinada do ABC criou 146 vagas em janeiro, segun­do dados do Novo Cadastro Geral de Em­pregados e Desempregados (Ca­ged) divulgados na última quinta-feira (10) pelo Ministério do Traba­lho e Previdência. O resultado decorre de 30.327 admissões e 30.181 desligamentos.

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O saldo sugere desacele­ração do ritmo de geração de postos de trabalho formais. Prova disso é que o desempe­nho é o pior para o mês desde janeiro de 2020, quando o go­ver­no mudou a me­todologia do Caged, o que impede a com­pa­ração com dados anteriores (veja gráfico ao lado).

Em janeiro de 2020, a re­gião abriu 1.100 vagas. No mes­­mo mês do ano pas­sado, já sob o impacto da pandemia de covid-19 sobre a atividade econômica, houve saldo líquido de 2.085 carteiras assinadas.

Os dados do Novo Caged são sujeitos a revisões, já que as empresas têm 12 meses pa­ra informar ao governo contra­tações e demissões feitas.

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Outro sinal de desaceleração do emprego é que, no ano passado, o ABC gerou 36.321 vagas formais. Porém, nos 12 meses encerrados em janeiro, o saldo caiu para 34.382, em linha com o desaquecimento da atividade econômica observado nos últimos meses de 2021.

O resultado foi impacta­­do negativamente pelos 1.580 pos­tos de trabalho extintos no comércio. Trata-se de um movimento sazonal, uma vez que o varejo costuma encerrar em de­zem­bro e janeiro os contra­tos temporários assinados antes das comemorações de Natal e Réveillon.

Porém, os empregos criados na construção civil, nos serviços e na indústria mais do que compensaram as vagas fechadas no comércio, o que possibilitou o resultado po­sitivo de janeiro no ABC.

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Os serviços deram a principal contribuição para o de­sempenho de janeiro, com sal­do líquido de 801 carteiras as­­sinadas. O resultado foi pu­xa­do pelo subsetor de Educação (490), em decorrência da retomada das aulas presenciais nas redes pública e privada.

A indústria, por sua vez, gerou 570 vagas, enquanto a construção civil criou 359 – re­sultado em linha com o aumento da produção do setor detectado em recente pesqui­sa da Asso­ciação de Cons­­­tru­to­ras, Imobi­li­á­rias e Ad­­mi­nis­tra­­do­ras do ABC (ACIGABC).

Estoque

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O estoque de empregos for­mais na região, que é o total de vínculos ativos nos sete municípios, chegou a 729.895 em janeiro. O número é 4,9% maior que o de igual mês do ano passado.