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Morre Kaká Di Polly, drag queen que foi ícone da noite LGBT em São Paulo

Seu ativismo no movimento LGBT foi crucial para o sucesso da primeira edição da Parada do Orgulho LGBT, em 1997

Folhapress

Publicado em 24/01/2023 às 11:53

Atualizado em 24/01/2023 às 11:56

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Drag Kaka di Polly, em foto publicada no Instagram / Reprodução Instagram/kakadipolly

A drag queen Kaká Di Polly, pioneiro da noite paulistana e nome fundamental para a primeira edição da Parada do Orgulho LGBT, morreu nesta segunda (23). A informação foi confirmada por diferentes ativistas LGBT, incluindo a atriz e comediante Nany People, no Instagram. A causa da morte não foi divulgada. 

Considerada um grande ícone da militância LGBT da cidade, Kaká di Polly foi uma das pioneiras da noite paulistana. Sua presença constante na Medieval, primeira boate abertamente gay de São Paulo, chegou a lhe render o apelido de "dona da cidade" nos anos 1970 e 1980. 

Seu talento para a arte drag queen impulsionou boa parte da carreira, o qual alternava com a formação em psicologia. 

Seu ativismo no movimento LGBT, porém, foi crucial para o sucesso da primeira edição da Parada do Orgulho LGBT, em 1997. Na ocasião, Kaká Di Polly fingiu um desmaio para distrair a polícia, que queria interromper o cortejo, e permitir que a multidão da parada continuasse o trajeto, em meio ao trânsito da avenida Paulista. 

Nos últimos anos, Kaká Di Polly teve sua história em São Paulo recontada no livro "Rainhas da Noite", de Chico Felitti e publicado em 2022 pela Companhia das Letras, e ficou conhecida por se arrepender do voto no ex-presidente Jair Bolsonaro durante as eleições presidenciais de 2018.

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