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Paulista volta a sofrer sem energia e se prepara para temporal no fim de semana

Por causa dos alertas para o fim de semana, será montado um gabinete que terá Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sabesp e representantes de distribuidoras de energia

Fábio Pascarini, Tulio kruse, Carlos Petrocilo e Francisco Lima Neto - Folhapress

Publicado em 16/11/2023 às 21:34

Atualizado em 16/11/2023 às 21:52

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Para este fim de semana há um alerta da Defesa Civil para tempestades e rajadas de vento intensas em todo o estado de São Paulo, previstas a partir desta sexta-feira (17) até domingo (19) / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Quase duas semanas após o apagão que deixou milhões de moradores de São Paulo às escuras, diversas regiões da capital paulista de outras cidades voltaram a sofrer transtornos devido à falta de energia desde a forte chuva que atingiu a cidade na noite desta quarta (15).

Para este fim de semana há um alerta da Defesa Civil para tempestades e rajadas de vento intensas em todo o estado de São Paulo, previstas a partir desta sexta-feira (17) até domingo (19), como reflexo da passagem de uma frente fria.

De acordo com o órgão estadual, as rajadas de vento podem chegar a 100 km/h.

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A Marinha também emitiu alertas para ventos fortes de até 75 km/h no sábado (18), na faixa litorânea entre Itajaí (SC) e Angra dos Reis (RJ).

Por causa dos alertas para o fim de semana, será montado um gabinete que terá Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo) e representantes de distribuidoras de energia.

"O intuito é ficar de prontidão, principalmente no sábado, para que possamos atuar conjuntamente, se preciso", afirmou o capitão Farina, diretor de comunicação da Defesa Civil.

O gabinete de crise será chamado a partir dos reflexos da tempestade da chuva do último dia 3, quando somente os bombeiros receberam mais de mil ligações para quedas de árvores e 2,1 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica na região metropolitana de São Paulo.

Representantes da concessionária Enel eram chamados nesta quinta-feira (16) para participar do grupo que vai atuar no fim de semana, quando ainda tentavam resolver o problema da falta de energia de 290 mil clientes afetados pela chuva da noite anterior -por volta das 18h, cerca de 13 mil imóveis ainda aguardavam ter o serviço restabelecido.

À tarde, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que pediu à Aneel (Agência de Energia Elétrica) o cancelamento do contrato de concessão com a Enel para fornecimento de energia.

Segundo Nunes, que desde o início do mês tem usado redes sociais para atacar a concessionária, outros prefeitos da Grande São Paulo reforçaram o pedido durante reunião com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e diretores da Aneel na segunda (3).

Durante depoimento à CPI da Enel na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) nesta quinta, o presidente da concessionária no Brasil, Nicola Cotugno, não quis comentar as declarações do prefeito.

Em nota sobre o novo apagão, a empresa disse que a forte chuva provocou queda de árvores inteiras sobre a rede e arremessou galhos e outros objetos sobre a fiação.

No interior do estado, segundo a CPFL, 235 mil clientes tiveram o fornecimento de energia interrompido. Por volta das 19h, aproximadamente 4.000 locais continuavam no escuro.

Segundo a Defesa Civil estadual, as rajadas de vento ultrapassaram os 70 km/h em municípios da região metropolitana da capital, além de Sorocaba, Campinas, Piracicaba e Ribeirão Preto.

De acordo com os bombeiros, foram registrados 180 chamados em ocorrências com danos em muros, casas e destelhamentos, além de enchentes, quedas de árvores e desabamentos.

Várias pessoas reclamaram da falta de luz em São Paulo e lembram que há pouco tempo teve gente que ficou uma semana sem fornecimento de energia elétrica.

"Desligaram a energia aqui no meu bairro e aqui não tem nenhum problema com queda de árvores. Fizeram isso da outra vez e nos deixaram três dias sem energia", reclamou Plinio Guimarães, morador na Vila São Francisco, zona oeste de São Paulo.

Duas escolas na Vila Leopoldina, na zona oeste da capital, tiveram as atividades afetadas pela falta de luz nesta quinta. Na escola municipal Aníbal Freire, que tem aulas do 1º ao 9º ano do ensino fundamental, apenas 20 dos 240 alunos do período da tarde apareceram.

Aulas e provas foram canceladas, e os professores atendiam apenas os casos que precisavam de revisão e reforço do conteúdo. Pela manhã, estudantes desavisados foram até a unidade, e houve atividades para cerca de 200 estudantes. À tarde, os pais já estavam cientes da falta de energia, e menos de 10% dos estudantes apareceram.

A merenda estava garantida, segundo um funcionário da administração da escola. Há duas semanas, a unidade já tinha ficado quatro dias sem energia e perdido um dia de aula.

A luz voltou às 12h45, enquanto a reportagem estava no local. A escola de ensino infantil Rodrigo Trevisan, vizinha da Aníbal Freire, também foi afetada. Ali, ouve atividades durante a manhã, mas funcionários reclamaram da falta de ventiladores.

Na rua Fernando de Albuquerque, na Consolação, uma árvore caiu sobre um carro e arrancou a fiação de um poste. Segundo o médico Gabriel Cícero, 26, filho da dona do carro. Houve danos na carroceria e um dos faróis.

Na rua Jurumirim, Vila Leonor, zona norte, a família do motorista Jonilton Cardoso Monteiro Costa, 36, ficou cerca de 15 horas presa dentro de casa por causa da queda de uma árvore sobre o telhado. Fios de energia arrebentaram com o impacto da árvore e eletrificaram o portão de ferro do sobrado.
Havia oito pessoas na casa, incluindo duas crianças de dois e seis anos.

De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), desde a meia-noite até as 7h desta quinta, foram consertados 99 semáforos na cidade.

A queda de energia também afetou o fornecimento de água, segundo a Sabesp. Bairros da zona sul da capital --como Capão Redondo, Jardim Ângela, Parque Santo Antônio e Jardim São Luís--, e de Itapecerica da Serra, Embu das Artes, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra estavam com o abastecimento "em recuperação" devido ao temporal, de acordo com a companhia.

Conforme o governo estadual, na segunda (13) houve interrupções sucessivas que afetaram parte da área abastecida pelo sistema Guarapiranga. "A retomada do fornecimento, que está ocorrendo gradualmente, vem sendo mais lenta em virtude da alta de consumo causada pela onda de calor", disse o comunicado.

O calor que elevou o consumo nos últimos dias poderia ter sido pior nesta quinta. Previsões apontavam que a capital poderia ter temperatura máxima de até 38ºC, mas os termômetros chegaram a 31,7ºC, segundo medição parcial do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

A grande quantidade de nuvens que se espalhou pelo estado de São Paulo por causa da chuva de quarta evitou que o calor fosse maior.

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