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Prefeito de SP, Nunes comenta sobre briga com Uber na Capital

Ele afirmou não buscar um confronto com a empresa, mas que haverá "guerra" caso o aplicativo siga ofertando o Uber Moto mesmo após modalidade ser proibida

TULIO KRUSE - Folhapress

Publicado em 26/01/2023 às 15:41

Atualizado em 26/01/2023 às 15:47

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Serviço de Uber Moto / Divulgação/Uber

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta quinta-feira (26) que a Uber, empresa de transporte por aplicativo, sofrerá consequências caso desrespeite o decreto municipal que proíbe o transporte de passageiros em motocicletas, o Uber Moto.

Nunes afirmou não buscar um confronto com a empresa, mas que haverá "guerra" se ficar comprovado que o aplicativo segue ofertando a modalidade proibida. "Eu não quero guerra com eles [Uber], mas se eles querem guerra, vão ter", declarou o prefeito.

Como mostrou a Folha, as mortes em acidentes que envolvem motocicletas na cidade de São Paulo aumentaram 29,4% em 2022, na comparação com o ano anterior. A alta de mortes acompanha uma tendência nacional das últimas décadas: a morte de motociclistas aumentou nove vezes nos últimos 25 anos.

Desde que anunciou a oferta do Uber Moto na capital paulista, a empresa teve o serviço desautorizado imediatamente pela gestão municipal e se reuniu com representantes do poder público para debater o assunto. Mesmo após a prefeitura anunciar a suspensão do serviço e um grupo de trabalho para estudar a segurança da modalidade, a empresa tem afirmado que o Uber Moto, na prática um mototáxi, segue sendo oferecido normalmente.

A modalidade, porém, com frequência não aparece entre as opções de quem acessa o aplicativo. A empresa diz que há falta de motoqueiros para oferecer o serviço, mas não descarta expansão.

Nunes diz que a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito não identificou nenhuma viagem remunerada de moto nas fiscalizações que fez desde que o anúncio foi feito. A Polícia Militar é orientada a apreender as motos caso flagrem a atividade.

"Seria ilógico que uma atividade dessa, sem regulamentação, sem um plano de segurança, sem a gente saber como isso vai repercutir na questão de geração de acidentes e, consequentemente, de óbitos de pessoas, seja autorizada", disse Nunes.

A prefeitura tem uma meta de diminuir o número de mortes no trânsito, de 6,5 para 4,5 mortes a cada 100 mil habitantes.

Em nota divulgada no começo de janeiro, a empresa afirmou que cumpre a lei. "A Uber defende a coexistência de novas opções de mobilidade trazidas pela tecnologia para o benefício de todos e segue à total disposição dos municípios para debater, dialogar e contribuir para a construção de um eventual marco regulatório para essa modalidade, assim como faz em diversas cidades por todo o Brasil."

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