Alta de 38% no número de mortos por PMs em serviço no primeiro ano de Tarcísio

Somente durante duas fases da Operação Escudo na Baixada Santista entre julho e outubro,  36 pessoas foram mortas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Por outro lado, a gestão de Tarcísio de Freitas conseguiu reduzir em 18% a quantidade de pessoas mortas por policiais militares | Governo do Estado de São Paulo

O número de pessoas mortas por policiais militares em serviço no estado registrou alta de 38% no primeiro ano da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) em comparação com 2022.

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De acordo com números da SSP (Secretaria da Segurança Pública), 353 pessoas foram mortas por policiais militares em 2023 ante 256 em todo ano anterior.

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Somente durante duas fases da Operação Escudo na Baixada Santista entre julho e outubro,  36 pessoas foram mortas. A primeira ação teve início depois da morte do soldado da Rota Patrick Bastos Reis, 30, durante um patrulhamento em Guarujá. Já a segunda intervenção ocorreu após ataque a um policial militar aposentado em São Vicente.

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A primeira operação, que deixou um saldo de 28 mortos, foi a intervenção mais letal da PM desde o massacre do Carandiru, em 2 de outubro de 1992, em que 111 presos foram assassinados.

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Do total das vítimas, 130 foram mortas na cidade de São Paulo, que havia registrado 84 casos no período anterior alta de 54%.

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Para o gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, o aumento já era esperado diante da política adotada pelo governo de não investir na ampliação do uso de câmeras nos uniformes de policiais.

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“Pelas diretrizes lançadas pelas lideranças políticas do governo, Secretaria da Segurança Pública e Polícia Militar, pelo desmonte do programa de câmeras e um baixo questionamento por parte de órgãos de controle como o Ministério Público, infelizmente este aumento expressivo de pessoas mortas pela polícia era esperado”, declarou.

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No período anterior, de 2021 para 2022, houve queda no número de mortos por PMs em serviço, o que especialistas em segurança pública apontavam estar relacionada ao programa de câmeras presas em fardas. O projeto teve início na administração do ex-governador João Doria.

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Atualmente, o estado possui cerca de 10 mil equipamentos e não há previsão de uma ampliação da quantidade de câmeras. O governador já torceu o nariz para o tema por diversas vezes, mas numa última menção afirmou que a possível compra de novos aparelhos está em estudo pela Polícia Militar.

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Para Langeani, o aumento teria ocorrido mesmo sem os números da Operação Escudo, responsável “por puxar o número para cima”.

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Por outro lado, a gestão de Tarcísio de Freitas conseguiu reduzir em 18% a quantidade de pessoas mortas por policiais militares de folga no estado.

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Foram 24 mortes a menos na comparação entre os dois anos, uma vez que 2023 registrou 104 casos.

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Na capital, as ocorrências também recuaram. Foram 88 mortes em 2022 e 69 em 2023, com uma queda de 22%.
 

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ESTADO REGISTROU 9 MORTES DE PMS EM SERVIÇO EM 2023
Os policiais militares também são vítimas da violência urbana.

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Em todo estado foram nove policiais militares mortos em serviço de janeiro a dezembro de 2023 ante seis casos no mesmo período do ano anterior.

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Na capital, a quantidade de PMs mortos se manteve estável de um ano para o outro, com três ocorrências em cada um.

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Já a quantidade de policiais militares mortos durante a folga teve queda no estado e na capital.

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No estado foram registrados 11 assassinatos em 2023 (em 2022 fora 19). Já na capital houve queda de 13 para 7 mortes.

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Para Langeani, os casos em que os PMs são vítimas também demandam de uma resposta do governo, não apenas para identificar e punir os responsáveis, como para intensificar treinamentos dos agentes.

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Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) declarou investir continuamente em treinamento e aquisição de equipamentos de menor poder ofensivo para reduzir ocorrências de letalidade.

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“Todos os casos dessa natureza são rigorosamente investigados, encaminhados para análise do Ministério Público e julgados pelo Poder Judiciário. Uma Comissão de Mitigação e Não Conformidades analisa todas as ocorrências de mortes por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos e revisar treinamentos”, afirmou.

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Segundo a pasta, em 2023 as polícias paulistas prenderam e apreenderam 187.383 infratores em todo o estado, um aumento de 6,8% em comparação a 2022.

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Sobre a morte de agentes de segurança, a gestão Tarcísio afirmou que elas são investigadas pela Polícia Civil e por uma divisão especializada da Corregedoria da PM, a Divisão de PM Vítima, responsável por acompanhar e atuar para o esclarecimento dos crimes.

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“As forças de segurança reforçaram as orientações para que os policiais usem táticas e técnicas adequadas ao utilizar suas ferramentas de trabalho para se protegerem em situações de legítima defesa. Agindo dentro da legalidade e sem hesitar, considerando a crescente ousadia dos criminosos contra os policiais”, diz a nota.

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Procurado, o Ministério Público não se pronunciou.