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Pró Vítima cria ação artística e lança manifesto contra privatizações em SP

Instituto Pró Vítima e a Galeria VerArte promovem jantar para dar início a projeto alusivo aos 470 anos de São Paulo; instituto também lança manifesto contra privatizações

Bruno Hoffmann

Publicado em 11/10/2023 às 18:49

Atualizado em 11/10/2023 às 19:03

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A promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos e a empresária cultural Vera Simões / Divulgação

O Instituto Pró Vítima (Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral as Vítimas) e a Galeria VerArte promoveram um jantar na capital paulista na última terça-feira (10) para dar início ao “São Paulo 470 Anos”. O projeto vai promover uma série de atividades culturais que serão desenvolvidas no decorrer dos próximos meses em celebração à cidade. Uma das intenções é também a de mostrar oposição aos projetos do Governo de São Paulo de privatizar a Sabesp e linhas do Metrô e da CPTM.

Segundo a presidente do Pró Vítima, a promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos, a oposição às concessões pretendidas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) integrou o projeto cultural quando já estava em desenvolvimento.

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“O projeto artístico inicialmente não tinha essa intenção [de se opor às privatizações], mas percebemos que esse escopo é muito importante”, explicou a promotora à reportagem da Gazeta.

Em manifesto, o Pró Vítima formalizou a oposição às privatizações de companhias públicas do Estado.

“O Pró Vítima, se posiciona contra as privatizações da Sabesp e da CPTM pelas consequências de âmbito social e cultural que envolvem, e pela importância dos espaços públicos para a cidade de São Paulo que completa, em 2024, 470 anos”, inicia o texto.

Depois, continua: “Estes são os três motivos pelos quais nos posicionamos: a importância dos espaços para expressões da comunidade paulistana, tendo em vista as comemorações do aniversário da cidade e o fato destes locais serem pilares do que é São Paulo; o fato destes lugares serem muito utilizados por quase todos os paulistanos; e a questão da desvitimização e do bem estar que são temas principais do Pró Vítima, estarem ameaçados porque a ação limita o lazer, a cultura, a convivência coletiva, e atividades que só locais públicos apresentam”.

O manifesto também destaca que o Metrô e áreas de saneamento são espaços de arte e cultura pelo mundo, como em Nova York e em Los Angeles.

“Com esses dois exemplos a pergunta que fica é, será que a privatização pode manter os espaços públicos de expressão cultural e de convívio popular? Nossa resposta é não. Muito além de condições a serem debatidas, são a cultura, a justiça social e a sociabilidade que mais são afetadas quando interesses da sociedade civil e os patrimônios públicos são reduzidos apenas para atender as preferências de uso de instituições da iniciativa privada.”, diz ainda o texto.

O projeto

O Pró Vítima, em parceria com a Galeria VerArte, promoveu na última terça-feira um jantar de lançamento do projeto “São Paulo 470 Anos” - em alusão ao aniversário da maior cidade da América Latina. O encontro foi realizado no Restaurante Così, e marcou o início de uma série de atividades culturais que serão desenvolvidas no decorrer dos próximos meses pelas duas entidades em celebração à Capital.

Com curadoria de Vera Simões, a primeira etapa do projeto “São Paulo 470 Anos” foi o jantar para cerca de 60 convidados, entre autoridades, artistas e representantes da sociedade civil. O menu foi assinado pelo chef Renato Carioni e servido numa peça elaborada em cerâmica e ouro pela artista plástica Diva Pella.

“O cardápio representa todas as regiões de São Paulo e será empratado numa obra de arte, que faz alusão à essência do povo paulistano, com a presença do barro e do ouro, representando as riquezas que produzimos ao longo de décadas”, explicou Vera, diretora-presidente da Galeria VerArte e embaixadora do Pró-Vítima.

Programação

Segundo a presidente do Pró-Vítima, a promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos, a união de arte e de gastronomia no jantar seria uma prévia do que está sendo preparado pelas duas entidades para 25 de janeiro,  aniversário de São Paulo.

A primeira ação será uma exposição de 17 banners gigantes, dispostos por 22 dias no principal corredor cultural da América Latina: a fachada do Conjunto Nacional, na avenida Paulista:

“As obras serão produzidas por 16 artistas visuais renomados. Cada um escolheu uma região emblemática da cidade para homenagear, como Ibirapuera, Morumbi, Paraisópolis, Ipiranga, Liberdade, só para citar algumas”.

Além dos banners gigantes, a Galeria VerArte vai dispor, no térreo do Conjunto Nacional e em estações do metrô, 19 totens em referência aos bairros de São Paulo.

A exposição também poderá ser conferida em livro. A obra será organizada por Vera e contará com a participação de Celeste. Publicado pela Editora VerArte, o título de 46 páginas vai abarcar mais de 60 imagens.

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