SP investiga sete casos suspeitos de hepatite misteriosa em três cidades

Os casos foram identificados em São José dos Campos, Fernandópolis e na capital

O Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo avançou 1,8% no acumulado de janeiro a agosto em relação ao mesmo período de 2022

Vista aerea do centro de São Paulo | Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga sete casos suspeitos da hepatite misteriosa que atinge especialmente crianças. Os casos foram identificados em São José dos Campos, Fernandópolis e na capital.

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De acordo com a secretaria, até a última sexta (7), 2 dos 7 pacientes estavam internados. O órgão estadual diz que aguarda conclusão dos exames diagnósticos para confirmar a relação com a doença.

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Somados os casos suspeitos de São Paulo, o número de ocorrências sob investigação no país sobe para 16. Os demais divulgados até agora estão no Rio de Janeiro (6) e no Paraná (2). A hepatite é uma doença de notificação compulsória no Brasil -estados e municípios devem informar as ocorrências e as suspeitas para o Ministério da Saúde.

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Pelo menos 300 casos já foram confirmados em pelo menos 25 países, a maior parte deles integrantes da União Europeia, segundo o boletim mais recente do ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças).

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A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por infecções virais e até o consumo excessivo de álcool, assim como alguns medicamentos e substâncias tóxicas. Existem cinco vírus conhecidos que causam a hepatite: A, B, C, D e E. Além destes cinco, há a hepatite autoimune, em que o próprio sistema imunológico do corpo ataca o fígado.

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A ocorrência em crianças saudáveis é considerada incomum pelas agências de saúde e especialistas. Isso porque nenhum dos vírus causadores da doença foram detectados nos pacientes.

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Até o momento, três crianças morreram vítimas da doença na Indonésia. Os EUA investigam cinco mortes suspeitas e uma morte está sob investigação na Palestina.

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Apenas 10% dos casos confirmados até o momento no mundo evoluíram para a inflamação do fígado, provocando a necessidade do transplante do órgão. As crianças que precisaram passar pelo procedimento se recuperaram bem, segundo informações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

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Possível causa De acordo com a Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA), a associação dessa hepatite com o adenovírus continua a ser a principal suspeita para a causa da doença. “O adenovírus é o vírus mais frequentemente detectado nas amostras testadas”, diz boletim da agência britânica emitido em 6 de maio.

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A investigação busca entender se a doença poderia estar sendo causada por uma mudança no genoma do adenovírus. Outros vírus também são investigados, incluindo o Sars-CoV-2. As autoridades também avaliam se a menor exposição de crianças a vírus causada pelo isolamento durante a pandemia pode ter aumentado sua suscetibilidade.

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O adenovírus 41, um dos tipos investigados, causa resfriados, problemas respiratórios, conjuntivite e até problemas digestivos em crianças. A maior parte das pessoas é infectada antes dos cinco anos, justamente o intervalo de idade com maior incidência da hepatite aguda misteriosa no Reino Unido, país mais afetado até o momento.

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Dos 163 casos registrados até a data no país, 126 foram testados para infecção por adenovírus e a sua presença foi confirmada em 72% dos pacientes. Já o Sars-CoV-2 foi detectado em 24 dos 132 casos testados, cerca de 18%, e por essa razão ainda não é possível descartar, segundo o documento, uma possível relação entre o vírus causador da Covid e a hepatite misteriosa.

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Não há evidências de que os casos de hepatite aguda sem origem conhecida tenham qualquer relação com as vacinas contra Covid-19.