SP gastou R$ 270 milhões para concluir apenas 5% das obras da Linha 17-Ouro

Atualmente, 30% dos contratos estão em andamento e 62,6% foram rescindidos ou anulados

A contratação vai substituir o Consórcio CMO, que teve o contrato rescindido unilateralmente pelo Metrô em razão dos descumprimentos contratuais na execução dos trabalhos e atendimento ao cronograma de obras

Vigas da Linha 17Ouro do Monotrilho do Metrô de São Paulo em obra na Marginal Pinheiros | Divulgação

Prometida para a Copa de 2014, a Linha-17 Ouro do Monotrilho, além de atrasada, já teve consumidos em suas obras R$ 270 milhões e um avanço total de apenas 5% no processo de conclusão, até janeiro deste ano. As informações foram apuradas pelo jornal SP2, da Rede Globo.

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A obra tem reservados R$ 4,5 bilhões em verbas. Atualmente, apenas 30% dos contratos estão em andamento; 62,6% foram rescindidos ou anulados. 

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Dimas Ramalho, revela que o governo já deu muitas desculpas pelos atrasos e, agora, precisa dar um prazo definitivo para entrega do Monotrilho.

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“O que nós estamos determinando neste momento é que o governo do estado estabeleça definitivamente um prazo para retomada, cronograma de obras e quando poderá entregar para população”, afirmou Ramalho.

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“Nós vamos verificar, no curso dessa retomada, quais foram os agentes que deram ensejo para que esse problema estivesse ocorrendo até esse momento. Uma vez identificado o problema, nós tomaremos as providências em âmbito administrativo para que quem causou isso responda na forma administrativa”, completou.

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“No ano passado, até estava saindo, mas depois está aí, parada. Vamos ver no que vai dar. De repente estão de férias, né?”, questionou a saladeira Maria Augusta. 

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O Metrô de SP foi questionado sobre o panorama atual do projeto e divulgou uma nota em que a companhia já usou metade dos R$ 4,5 bilhões reservados para o trecho principal da obra. 

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A nota também diz que 60% da linha foi implantada e que a estação Morumbi, concluída. O texto encaminhado, no entanto, reconhece que “o prazo de abertura da linha será reprogramado”, porque a atual construtora não vem cumprindo o cronograma, e que o Metrô abriu processos administrativos.