Substituição de frota de ônibus para veículos não poluentes pode chegar a R$ 4,6 bi em SP

As discussões sobre o projeto está avançando e prevê a ampliação de modelos elétricos de transporte na cidade

Ônibus da capital paulista.

Ônibus da capital paulista. | Reprodução/TV Globo

A mudança da frota dos ônibus em São Paulo para veículos não poluentes pode custar a prefeitura R$ 4,6 bilhões, as discussões sobre o projeto está avançando e prevê a ampliação de modelos elétricos de transporte na cidade. As informações são do portal “G1”.

Nesta quarta-feira (9), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) falou sobre a possibilidade de o dinheiro para a compra dos ônibus vir de um financiamento do BNDES. 

“São concessionárias da prefeitura e vai ter anuência da Secretaria da Fazenda para ver qual o melhor modelo financeiro de se implantar, isso que está estipulado da legislação. Pode ser o BNDES e pode ser que a Enel seja uma das financiadoras do sistema”, declarou Nunes.

O prefeito também não descartou que a quantia possa sair dos cofres públicos.

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Transparência 

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Vereadores da oposição reclamam da falta de transparência nesse processo.

“Se anunciou uma parceria com a Enel e uma empresa de ônibus, uma empresa chinesa, mas nós não sabemos os termos desse acordo, qual a parte dessas empresas, quanto a prefeitura vai arcar. Evidente que isso é necessário ser discutido porque é um dinheiro importante para a cidade e o dinheiro sai do bolso de todo mundo”, disse o vereador Antônio Donato (PT).

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Mudanças

A substituição dos ônibus a diesel por elétricos também vai provocar mudanças nas garagens das concessionárias que atuam na capital.

Os novos meios de transporte precisarão de pontos de abastecimento de energia específicos, que são de grande porte.

“Existe uma adaptação que precisa ser feita em relação aos tempos de carregar essa bateria e onde carregar essas baterias. A prefeitura precisa melhorar todo esse sistema, repensar de uma forma inteligente para que esses ônibus não fiquem sem bateria”, disse Glaucia Pereira, diretora do Instituto de Pesquisa Multiplicidade de Mobilidade Urbana.

Ainda segundo a diretora do instituto, apesar do alto valor, a troca dos ônibus precisa ser entendida como necessária.

“A gente sabe que muitas pessoas morrem na cidade ou têm problemas respiratórios por causa da poluição do ar. A gente precisa de fato começar a entender esses valores do transporte coletivo como investimento e não simplesmente como um gasto porque se não a gente nunca vai conseguir trocar essa frota e ter de fato uma mobilidade urbana mais sustentável.”