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PARÓQUIA HISTÓRICA

Vereadora é acusada de colocar faixas em frente a igreja de SP

Janaína Lima foi acusada de colocar faixas diante da Igreja de Santa Ifigênia, capela histórica no centro de SP

Bruno Hoffmann

Publicado em 14/06/2024 às 15:46

Atualizado em 14/06/2024 às 16:22

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A faixa traz o rosto de Janaína Lima, com elogios à sua atuação como vereadora / Orlando Colacioppo

A vereadora Janaína Lima (PP) foi acusada de colocar faixas diante da Igreja de Santa Ifigênia, uma capela católica no centro de São Paulo, construída em 1910 no mesmo espaço de um templo religioso de 1720. A ação é vetada pela Lei Cidade Limpa, entre outras legislações ligadas ao patrimônio histórico da Capital. Fere, também, a lei eleitoral.

A parlamentar nega as acusações (leia mais abaixo).

A faixa traz o rosto de Janaína, com o texto: "Comunidade fechada com a Janaína Lima, a vereadora que zerou a fila das creches". Ela é pré-candidata à vereadora.

Segundo o historiador e ativista Douglas Nascimento, criador do projeto O Amigo da Cidade, o ato foi feito pelo próprio mandato da vereadora, com o uso de um carro oficial.

“A Subprefeitura da Sé tem a obrigação de remover esta faixa imediatamente e, se não o fizer, estará evidente a conivência com este delito eleitoral”, afirmou.

Janaína é vereadora em segundo mandato na Capital. Ela foi eleita pelo Partido Novo, mas migrou para o MDB em 2022. Em março, decidiu seguir para o PP, mas se manteve na base de apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Vereadora se defende

Segundo Janaína, a sua equipe não esteve envolvida na colocação da faixa em frente ao templo religioso, e garantiu que pediu a retirada da peça publicitária assim que soube da instalação.

Ela também disse que intermediou várias ações em prol do comércio da região central, e que por isso acredita que pode ter sido um meio de retribuição de comerciantes locais.

“Acredito que decidiram destacar na faixa de agradecimento o trabalho de zerar a fila das creches, pois sei que milhares de empregos diretos e indiretos auxiliaram as pessoas da região, e são colaboradores que dependem dessas vagas em creches para deixarem seus filhos e levarem o sustento para seus lares”, afirmou.

Por fim, afirmou que seu mandato “é pautado pela responsabilidade e respeito ao patrimônio e à legislação urbanística de nossa cidade”.

“Inclusive tenho diversos projetos nesse sentido. A preservação de locais históricos e o respeito às regras são fundamentais para a integridade de São Paulo e valores que defendo veementemente”, completou.

A igreja

A Matriz Paroquial Nossa Senhora da Conceição, conhecida como Igreja de Santa Ifigênia, foi construída no lugar de uma das mais antigas capelas da cidade, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, entregue em 1720.

A igreja colonial foi demolida no início do século 20. O projeto atual foi elaborado pelo arquiteto austríaco Johann Lorenz Madein. A construção da atual igreja começou em 1904, sendo inaugurada, ainda inacabada, em 1910. As obras terminaram por volta de 1913.

O estilo arquitetônico da igreja, que nada tem a ver com o antigo edifício colonial, segundo a Arquidiocese de São Paulo, tem um caráterneo-românico com detalhes neogóticos, inspirado em igrejas medievais do norte da Europa. O interior foi decorado com pinturas, vitrais, púlpitos e um órgão monumental.

A construção foi tombada pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) em 1992.

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